17 de outubro: um dia eletrizante

Em outubro, todo dia 17 volta-se para homenagear os profissionais que iluminam a vida de 7,2 bilhões de pessoas: os eletricistas

 Por Lana Gillies

De dia ou de noite, sob sol ou chuva, o eletricista mantém sua função.

De dia ou de noite, sob sol ou chuva, o eletricista mantém sua função.

Em meio a avanços tecnológicos que proporcionam maior comodidade e praticidade, tudo se resolve com um simples clicar de botão. É a televisão ligada e desligada através do controle remoto, a máquina de lavar roupas que quando acionada lava, enxágua e centrifuga, o forno de micro-ondas que esquenta a comida no tempo desejado; ações que ocorrem graças a uma programação eletrônica. Ações que por serem rotineiras tornam-se imperceptíveis e até mesmo banais, a qual poucos pensam no que faz tudo isso funcionar: a energia. E muito menos nos profissionais que viabilizam sua função.

Estudada desde o século VI a.C pelo filósofo e matemático grego Tales de Mileto e descoberta como usá-la em 1831, o homem se tornou escravo da energia elétrica pela sua dependência em tecnologias, eletrodomésticos e até mesmo uma simples lâmpada.

17 de outubro é a data de comemoração e homenagem aos eletricistas, profissionais que atuam na implementação, manutenção e vistoria de instalações elétricas, garantindo que a eletricidade chegue aos lares, indústrias e comércio.  Seu campo de atuação é vasto, engloba desde o planejamento de serviços de instalação eletroeletrônica e manutenções preventivas, até a instalação de sistemas e componentes eletroeletrônicos.

Dependendo do ramo, seja ele residencial, industrial ou predial, os eletricistas também têm a escolha de atuarem na fabricação de máquinas, aparelhos, materiais elétricos e eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicação e em indústrias de extração de petróleo e serviços correlatos e na fabricação de produtos têxteis, alimentícios e de bebidas.

Sua carga horária de trabalho é de 40 horas por semana e suas tarefas e responsabilidades vão além da instalação e manutenção de equipamentos e fiação elétrica, eles estudam e interpretam desenhos técnicos de fiação, executam reparos ou substituem equipamentos elétricos com problemas e testam a segurança de serviços.

Por isso, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), a formação e experiências desses profissionais são obtidas somente com Ensino Fundamental concluído e curso básico de qualificação profissional de 200 a 400 horas/aula, ministrados em escolas especializadas na área de eletrônica.

José Maria Joly Junior, seguiu os passos de seu pai José Maria Joly, e se formou na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Engenharia Elétrica. Engenheiro Eletricista da Companhia Paranaense de Energia (COPEL) há 25 anos, trabalha atualmente como supervisor do Setor de Projetos e Obras, realizando todos os dias testes e relatórios de equipamentos. O profissional comenta que está muito satisfeito com seu cargo e com sua função, “Estou muito satisfeito com meu trabalho, sempre quis ser eletricista”.

Para Gabriel Berno, estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Paraná (UFPR), “a luz em si é essencial, o ser humano não sobrevive mais sem eletricidade atualmente”.  Sobre a profissão diz que é valorizada em razão da falta de profissionais no mercado e que espera futuramente e após sua graduação que esteja efetivado em uma multinacional.

Grupo: Giulie Hellen Oliveira de Carvalho, Lana Gillies e Letícia Joly.

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