Treinos alternativos ganham espaço em academias

Há novidades como treino “militar” e  união de ginástica e ballet

Por Mariana Balan

Esqueça a imagem da academia de ginástica que contempla apenas aparelhos de musculação, esteiras e bicicletas ergométricas. Agora, uma gama muito maior de atividades vem sendo oferecida aos que desejam entrar em forma. Duas delas são o ballet fitness e o crossfit, espécie de treino com características militares.

Criado pela bailarina goiana Betina Dantas, o ballet fitness chegou a Curitiba há sete meses, em uma academia autorizada pela própria Betina a oferecer a modalidade. Combinando passos do ballet clássico (como o famigerado plié), com exercícios típicos das academias (agachamentos, flexões etc), a atividade pode ser praticada por ambos os sexos, mas é sucesso entre o público feminino.

Segundo a bailarina e professora Isabel Munhoz da Rocha, cada aula tem duração de uma hora, na qual são trabalhadas, principalmente, a resistência muscular e a postura. Isabel ainda afirma que, embora a adaptação seja mais fácil para quem já possui conhecimentos de dança, o aluno pode ser totalmente leigo no assunto.

A médica Jacy Alves, 30 anos, fez ballet e outras modalidades de dança durante muitos anos, mas precisou parar por conta da rotina corrida da profissão. No ballet fitness, viu a oportunidade de voltar àquilo que sempre gostou e se manter em forma. Já a colega de profissão Margareth Nonnemacher, 28 anos, tinha o ballet como sonho de infância. Com a versão fitness, uniu uma vontade antiga à prática física efetiva. Margareth conta que o condicionamento físico e a flexibilidade melhoraram muito desde que começou a praticar o ballet fitness, em janeiro deste ano. “É a parte lúdica do meu momento na academia; é o que faço por prazer mesmo”.

Resistência muscular e postura são os principais pontos trabalhados no ballet fitness (Imagem: Mariana Balan) Resistência muscular e postura são os principais pontos trabalhados no ballet fitness (Imagem: Mariana Balan)

Treino militar

Outra atividade física nova que pode ser encontrada em Curitiba é o crossfit, programa de exercícios de alta intensidade, com movimentos da ginástica, do atletismo e levantamento de peso, inspirado no treinamento de grupos policiais norte-americanos, como a SWAT. Na capital paranaense, há quinze academias credenciadas para o ensino da modalidade, que busca o equilíbrio entre força e agilidade. As mensalidades variam de R$ 200  a R$ 300.

Para o treinador, ou head coach, e sócio de uma academia especializada Ricardo Maia Wunder, “o crossfit é para todos”. Por mais intensos que os treinos sejam, não importam o condicionamento físico, idade e sexo do aluno, havendo apenas a necessidade de disposição. Isto porque os treinos, que têm duração de uma hora, são modificados todos os dias, adaptados para cada praticante.

Apesar de serem desgastantes, as aulas de crossfit também têm espaço para descontração. Algo bem conhecido entre os alunos são os burpees, exercícios que servem como penalidade durante as brincadeiras que antecedem os treinos ou pelo fato de os alunos terem deixado algum aparelho fora do lugar após a utilização.

No site http://map.crossfit.com/ é possível conferir quais são as academias de Curitiba credenciadas para o ensino do esporte.

 

Novas matrículas

De acordo Beatriz Meinhardt, coordenadora técnica da academia que oferece o ballet fitness em Curitiba, desde que as aulas foram incluídas nas opções de exercício 247 matrículas foram feitas, chegando a 900 alunos ativos. Beatriz acredita que o crescimento foi expressivo, mas não há como mensurar se a totalidade de novos alunos foi atraída à academia por conta do ballet, já que o pacote oferecido, ao valor de R$ 365 por mês no plano anual, é único, dando direito a frequentar as aulas de todas as modalidades ensinadas no local e a utilizar as instalações todos os dias, inclusive aos domingos e feriados.

Já a academia de Ricardo Maia é especializada em crossfit e possui duas sedes em Curitiba, sendo que a primeira, localizada nas Mercês, foi inaugurada há um ano e meio. A segunda, que fica no Juvevê, foi aberta ao público há apenas três meses e já conta com 230 alunos matriculados – prova do sucesso que a modalidade vem alcançando junto ao público curitibano.

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