"Movember" = Moustache + Novembro
Após Outubro Rosa, novembro colore-se de azul

Ambos os meses ganham cores para reforçar a campanha de medidas preventivas contra o câncer

Lana Gillies

Novembro inicia-se com uma causa mundial: conscientizar não somente os homens, mas toda a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças masculinas.

A campanha reconhecida internacionalmente pelo nome “Movember” possui como o símbolo um bigode, devido à combinação em inglês das palavras moustache (bigode) e november (novembro). Já nacionalmente, é identificada como “Novembro Azul”, concebendo o dia 17 de novembro como o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata.

 

"Movember" = Moustache + Novembro

“Movember” = Moustache + Novembro

 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre o sexo masculino, ficando atrás somente do câncer de pele não Melanoma. É o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres.

Por isso o destaque para a realização de exames de detecção, como o de toque retal e o de sangue para dosagem do antígeno prostático específico (PSA). “Não há nenhum preparo exigido previamente ao exame de toque retal. O homem deita-se lateralmente e o médico introduz o dedo indicador no reto para sentir se a próstata está aumentada. Diversos médicos pedem junto com o toque retal, o PSA Total, que é medido no sangue e caso estiver alterado, o médico solicita outros exames como a Ultrassonografia Pélvica”, explica Claudia Schmidmeier, Técnica de Enfermagem na área de Oncologia no Hospital Nossa Senhora das Graças.

Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos, porém a recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é de procure um médico a partir de seus 50 anos. No caso de homens de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar a idade mínima decai para os 45 anos de idade.

Conforme o Ministério da Saúde, são mais de 50 mil casos novos todo ano, com o número de mortes ultrapassando os 12 mil registros. “Muitos homens se recusam a fazer os exames de pré-diagnóstico, pois sente sua masculinidade agredida”, acrescenta Claudia.

Equipe: Giulie Hellen Oliveira de Carvalho, Lana Gillies e Letícia Joly.

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