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Cresce demanda por novas formas de exercício

Novas modalidades esportivas vêm crescendo em academias 

Por Larissa Santin

Muito se fala atualmente sobre qualidade de vida. Diferente do passado, quando o cuidado com o corpo estava diretamente relacionado com as academias, hoje as pessoas buscam, além de modalidades diferentes de exercícios, um estilo de vida mais saudável. Nesse panorama, muitos empreendedores e academias perceberam uma lacuna no mercado e ali investiram.

Aproveitando as tendências e a demanda por atividades compostas por mais de um objetivo, criou-se o Desafio Braves. Trata-se de uma corrida de obstáculos, baseada em treinamentos militares, mas atenuando o caráter competitivo e aumentando a diversão. A prova, segundo seus realizadores, tem como principal objetivo proporcionar uma experiência de vida ao participante, misturando emoções, atividades físicas potentes e superação dos medos e das próprias limitações.

Cada pessoa escolhe a categoria que melhor se enquadra a seus objetivos, são elas: a Categoria ELITE, que consiste em um percurso de em 10km com 55 obstáculos (e com punição caso haja desistência em algum dos obstáculos); Categoria For Fun: 6km com 45 obstáculos (e não há punição) e por último a Categoria Kids: 1km com 10 obstáculos para crianças até 8 anos e 2 km para crianças de 9 a 13 anos. O próximo Desafio Braves está marcado para o dia 20 de agosto. Inscrições através do site.Outra atividade física que vem sendo amplamente propagada são as aulas de Crossfit, a nova coqueluche fitness.

Foi o caso da estudante Ariadne Baroni, de 23 anos, que conta que conheceu o Crossfit pelo aplicativo Instagram e através do perfil de atletas se interessou pelo esporte que “parecia ser bastante intenso”. Ariadne afirma que o maior diferencial do crossfit em relação a uma academia comum é o dinamismo das aulas e o fator superação. “Você sente como se todo dia tivesse que bater uma meta diferente e ainda a box (academia de Crossfit) tem um clima bem amigável com todo mundo se ajudando a melhorar. Ganhei mais músculos e maior capacidade respiratória”, diz a praticante.

 

As ultramaratonas

Quando se trata de corridas de resistência,com caráter competitivo, o curitibano Raphael Bonatto sabe o que está fazendo. O atleta, fissurado em corridas em ambientes extremos e que já participou do Desafio Discovery, foi classificado e irá representar o Brasil na Badwater, uma das corridas mais difíceis do planeta. A prova consiste em uma ultramaratona de 217 quilômetros, em meio ao deserto na Califórnia, que pode chegar facilmente aos 55°C.

No ano de 2009, Raphael, apesar de ter tido uma hipertermia no quilômetro 72 do Vale da Morte, finalizou a prova e conquistou o famoso Buckle, que honra aqueles que conseguem completar a ultramaratona em menos de 48 horas. “Mesmo assim o meu resultado poderia ter sido muito melhor e é por esta razão que voltarei agora em julho de 2016.”, revela o ultramaratonista.

 

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Raphael exibe sua medalha da competição de 2009

Raphael conta que sempre teve aptidão para esse tipo de atividade, começou a treinar atletismo com apenas 7 anos, ainda na escola. Sua primeira maratona foi um percurso de 42 quilômetros, em Curitiba, aos 18 anos. Hoje, aos 36, o atleta diz que já perdeu as contas das competições que participou, “com certeza mais de 500”. Bonatto narra que as competições que mais o atraem são as ultramaratonas, provas de longa distância onde muitas vezes é necessário correr mais de 24 horas sem parar. “Estas são as provas que me completam como ser humano.”, afirma.

Sobre o Desafio Discovery, Rapahel dividiu um pouco da experiência “É uma competição de multi esportes, e foram selecionados os 16 melhores atletas latino-americanos. Foram 6 dias de prova com total subsistência, sem comida e nem água disponíveis, somente com o que a natureza oferecia. Fiquei muito feliz em poder representar o meu país e ser um dos vencedores da etapa nacional.”, finaliza o atleta.

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