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Cai 40% número de mortes no trânsito de Curitiba

Cidade possui a maior frota de veículos por habitantes entre as capitais do país

Por Danielle Spielmann, Luis Gustavo Ribeiro e Patrícia Munhoz

As mortes no trânsito de Curitiba caíram 40% entre 2011 e 2015, indicam dados da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran), órgão vinculado à Prefeitura do município. Os óbitos caíram de 310, em 2001; para 184, em 2015.

Nos acidentes com mortes, segundo relatório oficial de 2015, os principais fatores de risco de acidentes foram: álcool, velocidade e problemas de infraestrutura na via; as principais condutas de risco foram: atitudes imprudentes, desrespeito à sinalização e ausência de direção defensiva.

Pelo fato de Curitiba ser uma cidade que possui a maior frota de veículos por habitantes entre as capitais, a Setran tem buscado soluções para melhorar o trânsito como o incentivo do uso da bicicleta e o compartilhamento da via por todos os modais. O projeto Vida no Trânsito é uma ação internacional promovida pela Organização Mundial de Saúde tem como objetivo reduzir, em dez anos (de 2011 até 2020), o número de mortes em acidentes de trânsito.

O projeto faz análise dos acidentes com vítimas fatais que acontecerão em Curitiba, levanta principais fatores e condutas de risco, e indica ações para melhorar a segurança do trânsito na cidade.

Área Calma não tem acidentes fatais

A área calma é uma parte da região central de Curitiba onde os automóveis devem andar no máximo a 40km/h. Por essa velocidade baixa, deve facilitar a circulação dos modais e também pedestres. De acordo com dados do Setran, a região central concentra o maior número de pedestres, ou seja, mais de meio milhão por dia, sendo que a maioria utiliza as 261 linhas de transporte público da área.

Essa delimitação foi feita pela Prefeitura e Secretaria Municipal de Trânsito com intuito de diminuir as vítimas do trânsito, pois nos últimos três anos foram registrados 1,173 acidentes nessa área, sendo 12 deles fatais. A área calma abrange as ruas Inácio Lustosa, Visconde de Nacar, André de Barros e Mariano Torres.

Não houve registro de acidentes com mortes na Via Calma em 2015, segundo o projeto Vida no Trânsito. Um dado importante é que 80% dos ciclistas que anteriormente circulavam pela canaleta da Av. Sete Setembro migraram para a Via Calma, o que garante maior segurança para os mesmos e diminui o risco de acidentes com o transporte coletivo.

Sandro Luis Fernandes, diretor da Escola Pública de Trânsito da Setran, diz que, no chamado Maio Amarelo, as campanhas que abordam a Lei Seca, perigos do excesso de velocidade e respeito à sinalização são intensificadas.

Motoristas de Curitiba elogiam Área Calma

Helena Maria, 69 anos, afirma que o Maio Amarelo e a via calma são necessários para a conscientização de motoristas e para a diminuição de acidentes. As entidades que controlam o trânsito de Curitiba, no entanto, ainda são muito precárias, afirma Helena.

O motorista Paulo Munhoz, 48 anos, afirma que a via calma é essencial nas grandes cidades. Ele acredita que os curitibanos devem procurar por transportes alternativos, como bicicleta.

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