É preciso manter o foco perante as distrações disponíveis no celular.
Celulares passam a ser aceitos nas salas de aula

Novos métodos de ensino usam a ferramenta


Por Luiz Guilherme e Stella Prado

Geralmente vistos como vilões dentro da sala de aula, celulares e tablets  passaram a ser usados como instrumento de auxílio por professores nos últimos anos. Novos programas permitem que o professor acompanhe o desempenho dos alunos em tempo real.

Um exemplo desses aplicativos é o Socrative, que permite aos professores elaborar atividades e enviá-las aos dispositivos móveis dos alunos em uma sala de aula virtual, que pode ser acessada através do compartilhamento do código gerado pelo aplicativo para a sala.

Esses novos aplicativos são uma forma de conseguir a atenção e o foco dos alunos diante de tantas distrações encontradas na internet e nos dispositivos, como redes sociais, jogos e aplicativos de troca de mensagem instantânea o que ainda é um desafio para os docentes.

O progresso tecnológico e seus efeitos influenciaram diretamente o modo em que os alunos se comportam, obrigando os professores a compreenderem se adequarem a esta realidade. É o que acredita o professor de Jornalismo da PUCPR Zanei Barcellos. “O modo de consumir informação mudou, e é importante incentivar os alunos a buscarem inovações tecnológicas e pensar de que forma o jornalismo pode se apropriar delas”.

Barcellos conta que já desenvolveu metodologias em que computadores e celulares são as principais ferramentas de estudo, com a condição de que os alunos não podem conversar entre si. As respostas dos alunos são conferidas simultaneamente pelo professor. “Os resultados e o desempenho dos alunos por meio deste método são bons”.

Aluno deve saber usar a ferramenta

A professora Nilma de Almeida Pinto, que não autoriza o uso dos aparelhos, afirma que é impossível ignorar os avanços na tecnologia e suas influências na sala de aula. Para ela, o aluno do século XXI não consegue se concentrar. “O aluno tenta fazer diversas coisas ao mesmo tempo, e, no fim, não consegue ter foco no que realmente importa: a aula”.

Nilma conclui que, quando o aluno usa o aparelho para pesquisar, procurar alguma coisa, trazer informação, completar aquilo que está aprendendo durante em sala ele contribui para a formação. Mas, segundo ela, se usado apenas para redes sociais, para conversar e enviar fotos durante a aula, o celular está apenas prejudicando o aluno.

Na opinião da estudante de Arquitetura Sofia Chudzik Bauer, 20 anos, que já usou celular em algumas provas e trabalhos, o uso dos dispositivos pelos professores tem sido “legal”, mas usar da forma adequada e tirar boas notas depende mesmo do aluno.


Celular passa na frente de computadores

O crescimento no uso destes mecanismos é notório, e pela primeira vez no Brasil o acesso à internet por microcomputadores nos lares foi superado pelo uso dos celulares, revela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada em abril deste ano.

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