Corredores na 8º meia maratona das Cataratas
Correr sem a avaliação de um médico pode trazer riscos à saúde

Começar a praticar corrida sem os devidos cuidados pode provocar desde pequenas lesões, até problemas mais graves como arritmia cardíaca e desgastes ósseos

Por Isabel Bruder Woitowicz

Corredor competindo | Foto: Monalisa Rahal

Durante todo ano, mas principalmente perto do verão, muitas pessoas começam a correr para ficar em forma. Mas praticar esse tipo de atividade sem uma avaliação física prévia e acompanhamento médico pode causar vários problemas de saúde. O problema é que muita gente aprende a gostar de correr e começa a levar a atividade mais a sério, participa de corridas profissionais e extrapola os limites físicos sem o acompanhamento de um especialista.

Segundo o cardiologista Francisco Pupo, o brasileiro não tem o costume de fazer uma avaliação física antes de iniciar algum tipo de atividade, muito menos manter um acompanhamento permanente. Alguns problemas advindos dessa prática são comuns, como torções e lesões no joelho, mas o médico afirma que o exercício sem supervisão pode trazer riscos mais graves. “Se a pessoa tem um quadro de hipertensão, por exemplo, enquanto ela estiver correndo pode sofrer um mal súbito ou até um enfarte”. Um desses quadros clínicos mais graves aconteceu com Juliana Pisetta, que precisou deixar de correr devido a lesões sérias na cartilagem do joelho e do quadril. A ex-corredora conta que após dois meses do início da atividade, começou a sentir dores no joelho e resolveu procurar um especialista. “Comecei a fazer exames e foi constatado que eu tinha artrose no quadril e no joelho. Consultei vários ortopedistas com a esperança de encontrar um que não me proibisse de correr, mas com medo de piorar, resolvi seguir as recomendações e procurar um esporte sem impacto”. Hoje, Juliana trocou a corrida pelo spinning, o ciclismo dentro de academias, mas comenta que a proibição do esporte foi um choque. “Não poderia imaginar minha vida sem a corrida, correr, além de queimar calorias, libera endorfinas e promove a auto superação. Creio que é importante cada um encontrar um esporte que se encaixe no seu perfil”.

Outra corredora, Jussara Camargo, conta que nos primeiros meses de atividade não procurou acompanhamento médico, mas com a exigência física cada vez maior nas provas de corrida de rua, resolveu procurar um fisioterapeuta. “Percebi depois de um tempo que precisaria de ajuda para melhorar meu condicionamento físico sem correr riscos para minha saúde”, comenta.                                                                                                                        O papel do fisioterapeuta acaba sendo essencial tanto para evitar, quanto para corrigir problemas. “Algumas lesões são mais comuns que outras, as no joelho são as mais normais. Normalmente a pessoa sente muita dor e é necessário parar o exercício para não piorar. Com fisioterapia e tratamento adequado durante um tempo, é possível evitar cirurgias e conseguir voltar a praticar o esporte” comenta a fisioterapeuta Camila Rossato.  Avaliação e acompanhamento médico são duas coisas fundamentais no começo de qualquer atividade física, mas algumas atitudes podem prevenir a necessidade de cuidados médicos. “Ter um tênis e roupas adequadas é fundamental, assim como se manter hidratado durante o exercício “conclui Camilla.

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