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Cresce disputa entre livros impressos e e-books

Por Silvia Tokutsune

 

A popularização da internet nos últimos anos trouxe uma variação no modo de absorção de cultura e conhecimento na sociedade. O que antes só poderia ser encontrado em livrarias especializadas ou grandes bibliotecas públicas, hoje está disponível em acervos online e para download direto, a apenas um clique dos olhos do leitor.

João Alécio, responsável pelo marketing das Livrarias Curitiba, não nega que as vendas pela internet tenham crescido, mas aponta para certa desconfiança do comprador: “O que temos observado no varejo é que o consumidor está muito receoso com as empresas virtuais”. Segundo Alecio, o principal motivo é o atraso na entrega das compras e os recorrentes defeitos, o que gera desconfiança junto ao cliente.

O Grupo Livrarias Curitiba, que tem 21 lojas físicas nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, afirma que, na contramão da tendência, a empresa registrou um crescimento de 22% nas vendas em 2012. Para chegar a esse resultado positivo, a empresa tomou várias medidas, como melhor negociação com fornecedores para conseguir um preço mais competitivo no mercado, além da realização de eventos culturais gratuitos, num total de 1,3 mil no ano de 2012.

A CULPA É DOS PAIS

Aramis Chain, dono da livraria do Chain, localizada no centro de Curitiba, e que está no mercado há 47 anos, diz que a culpa não é da internet, mas sim dos pais que não leem e também não incentivam os filhos a ler. “A internet é apenas uma ferramenta”, comenta. Para o livreiro, há uma decadência em todos os âmbitos da literatura devido à própria cultura do brasileiro que prefere gastar o seu dinheiro com “besteiras”.

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