Livrarias Curitiba: Divulgação
Crise prejudica livrarias e impulsiona venda de livros digitais

IBGE registra queda histórica no setor editorial impresso

Por Laiz Claudino

As vendas de livros físicos caíram quase 9% no último ano, em comparação com o ano de 2015, conforme dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Por outro lado, os livros digitais estão crescendo e movimentam mais de R$ 35 milhões anualmente no país, aponta pesquisa realizada pelo Global E-Book Report.

A baixa no comércio editorial, como um todo, abrangendo livros, jornais, revistas e papelaria, foi ainda mais significativa, totalizando 16,1%, de acordo com indicadores do IBGE do ano passado. Segundo a pesquisa, a baixa de vendas é considerada a “mais acentuada da sua série histórica”, que teve início em 2012.

Uma justificativa para o recuo é a crise econômica que o país sofre. O valor médio dos livros subiu cerca de 10% em 2016, segundo dados do SNEL. O economista Carlos Magno reafirma esta visão, dizendo que o principal motivo deste cenário é a crise econômica que assola o país “é a pior crise desde 1948”.

Livros digitais são 33% baratos

Uma alternativa de leitura encontrada pelos consumidores são os livros digitais, que costumam ser em média 33% mais baratos que os livros físicos, de acordo com pesquisa realizada pela reportagem. A leitora Helena Cabral diz que muitas vezes opta pelo livro digital por ele ser mais barato, principalmente livros de pesquisa.

Já o consumidor Pedro Nunes não abre mão do livro físico: “O livro físico é bem mais confortável. Eu ainda não me acostumei a ler online.”

Apesar de crescente, o mercado de livros digitais está longe de ultrapassar as livrarias convencionais e ainda não é tão forte em certas regiões. Segundo representante das Livrarias Curitiba, João Alécio, os livros físicos representam 97% das vendas e os e-books, 3%. O assessor afirma que o brasileiro ainda prefere o livro impresso e os e-books mais vendidos são obras específicas e técnicas.

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