Curitiba na mira do vandalismo

Por Ana Poot, Bianca Caroline e Juliana Reis

 

Os curitibanos já estão acostumados a conviver com o vandalismo praticado contra os prédios, logradouros, estações tubo, ônibus, fachadas, muros, edifícios e outras instalações da cidade. Segundo a assessoria de imprensa da Urbanização de Curitiba (Urbs), somente no ano passado 795 ônibus foram alvos de vandalismo, o que representou um prejuízo de R$ 132,2 mil.

A campanha “Pichação é crime, denuncie” lançada no final de janeiro pela Associação Comercial do Paraná (ACP) em parceria com a prefeitura de Curitiba e outras entidades e lideranças da área de segurança pública é um dos esforços para resolver o problema do vandalismo, especificamente na área de pichações. Esta campanha prevê várias estratégias voltadas à qualificação e educação e não apenas à repressão. Marcos Martins, inspetor da Guarda Municipal, disse que, durante a campanha houve um aumento drástico de denúncias “mais de 150% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram registradas 593 denúncias ao telefone 153 da Guarda Municipal de Curitiba. Elas resultaram em 114 autuações com aplicação de multas administrativas”, afirmou o inspetor.

CÂMERAS DE SEGURANÇA

Entretanto, a Urbs alega estar agindo em várias frentes, sendo a instalação de câmeras nas estações tubo uma das ações com maior importância. “Já estamos com 208 câmeras, a grande maioria delas instaladas neste ano e, até o fim do ano teremos 622 câmeras”, afirma Maria do Carmo Batiston, assessora de imprensa da Urbs, o que significa que será possível visualizar e acompanhar em tempo real o que acontece em todos os terminais e em todas as estações tubo.

A assessora da Urbs admite que a população é a principal vítima desta situação, no entanto, não há planejamento para a reparação de danos às vítimas. “Existem campanhas como o ‘Despiche’ realizado pela Guarda Municipal e por voluntários, mas somente a justiça pode obrigar o infrator a reparar os danos causados às vítimas desse tipo de crime”.

PUNIÇÃO

Atualmente, apunição por pichação é de R$ 714,20 e além da multa, os menores de idade cumprem pena alternativa. Uma das medidas socioeducativas é a participação em palestras com o tema “educação ambiental”, aplicada por instrutores do curso de formação da Guarda Municipal. Esta ação faz parte de uma parceria firmada entre a Guarda Municipal, a 3ª Vara da Infancia e Juventude e o Ministério Público (MP). O inspetor diz a que a conscientização acontece, pois os casos de reincidência no crime de pichação não ultrapassam 5%.

A assessora de imprensa da Urbs compartilha a ideia de que medidas socioeducativas são fundamentais para promover melhorias no problema. “A chave é a educação. Investir em educação, em cidadania e envolver a sociedade neste objetivo. As pessoas ajudam muito quando denunciam, quando apontam o vandalismo”, finaliza Maria do Carmo.

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