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Nova lei acelera crescimento de food trucks em Curitiba

Cidade tem 28 trucks em funcionamento e 10 em construção.

Por Lucas Souza

Curitiba tem se mostrado cada vez mais aberta ao mercado de food trucks, cujo funcionamento foi regulamentado em lei no mês passado. Há 28 veículos operando na cidade, credenciados pela Associação Paranaense de Food Trucks (APFT), e mais dez em construção, de acordo com Antonio Tanaka, proprietário de um truck especializado em pizza e um dos diretores da associação.

Os food trucks já são velhos conhecidos das ruas norte-americanas e europeias e vêm ganhando força no Brasil desde 2013. Para quem busca uma alimentação rápida e informal, os caminhões de comida são uma alternativa às populares carrocinhas de cachorro-quente, já que a proposta é servir pratos que antes só seriam encontrados em restaurantes, como hambúrgueres gourmet e doces finos. Por enquanto, os food trucks curitibanos estacionam apenas em eventos ou terrenos particulares.

Após a aprovação da Câmara Municipal ao projeto de lei que regulamenta a atividade, o texto foi sancionado pelo prefeito Gustavo Fruet e, agora, a prefeitura trabalha em um decreto que irá regulamentar esse mercado. O processo está criando expectativa nos empresários.

A empresária Miriam Ribeiro está nas ruas desde março com um caminhão especializado em sobremesas, como brigadeiros e cheesecakes. “Decidi abrir um food truck pelo retorno positivo que obtive em minha análise de mercado e tendências gastronômicas”, conta. Miriam acrescenta que o estilo de vida do trucker combina com sua personalidade, pois um empresário do ramo deve ser bem ativo e tem um contato direto com o público.

Foto: Mariana Balan Foto: Fotos: Mariana Balan

A empresária está na expectativa em relação à publicação da lei que regulamenta o funcionamento dos caminhões. Para ela, os proprietários e a Prefeitura poderão trabalhar juntos para disseminar a cultura de food truck. Ela também acredita que, mais do que legalizar o trabalho, a lei garantirá a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos oferecidos.

Outro food truck que anda circulando por Curitiba é o Me Gusta Churros, especializados em churros espanhóis e recheados e que tem como proprietários o casal Ana Paula Romero e Raphael Albini. Além deles, o truck ainda emprega mais dois funcionários. “A expectativa é que a regulamentação traga boas oportunidades para os trucks, que servem boa comida, oferecem bom atendimento e são itinerantes”, disse Albini. Dependendo do aumento das vendas, é provável que sejam abertas franquias, já que várias pessoas se interessaram nessa oportunidade.

Adaptação parte de R$ 30 mil

Uma adaptação para food truck pode variar de R$30 mil até R$80 mil, sendo a Kombi o veículo mais barato para receber os equipamentos. O tempo médio na oficina é  de 70 dias, de acordo com Cleber Sandro Lima, proprietário da empresa Sobre Rodas, que vem fazendo este tipo de trabalho.

Miriam afirma que, como está em operação há apenas um mês, ainda não obteve o retorno da quantia investida, mas que o faturamento está se apresentando acima das expectativas. “Dessa forma, espero obter o retorno do meu investimento em cerca de três anos”.

Foto: Mariana Balan

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