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Curitiba deve ter 5 novos polos gastronômicos

Cidade se prepara para instalar mais empreendimentos como Ca´dore e Mercadoteca

Por João Francisco Cepeda, Mariana Prince e Rute Cavalcanti Miranda

Três polos gastronômicos já foram criados em Curitiba com o intuito de valorizar as regiões da cidade, eles ficam localizados no Bacacheri, Batel e no Alto da XV. Outros cinco ainda estão tendo a implantação viabilizados junto à a Câmara Municipal de Curitiba, para atender a Região Norte (que engloba Cabral, Hugo Lange, Bom Retiro, Ahú e São Lourenço), Santa Felicidade, Alto Juvevê, Água Verde e Uberaba.

O Ca’dore Comida Descomplicada, que fica localizado no bairro Bacacheri e foi inaugurado em janeiro de 2017, é um exemplo desse tipo de negócio. O espaço apresenta uma ideia inovadora com lojas em contêineres, que remetem às ruas da região Norte da Itália.

O proprietário do restaurante de comida italiana Osteria Della Via, Fabio Renato Savi, conta que não conhece um lugar com as características do Ca’dore, já que, por ser ao ar livre, une praticidade e ao mesmo tempo o conforto que é habitualmente encontrado em shoppings centers. “Estamos no Ca’dore desde que abriu, com a missão de trazer a culinária italiana, com preços mais econômicos e com o sabor da comida que é simples”.

Para Savi, os polos gastronômicos movimentam todo o comércio, como ocorre com a loja de bicicletas do bairro, que se adaptou ao horário do Ca’dore, já que as pessoas que vêm para comer aproveitam para deixar as suas bicicletas ali.

O proprietário do Wal Halla Cervejas Artesanais, Wagner Raphael Zanardo, acredita que o lugar traz benefícios para a região. “A ideia do polo gastronômico é interessante, com opções que dão oportunidade para a região da cidade e a população, que assim pode se deslocar menos, já que tem uma estrutura básica para poder se alimentar, escolher fazer uma festa dentro desse espaço, se tornando um polo de encontro, dando a opção da pessoa escolher o que quiser comer”.

Zanardo ainda diz que o lugar traz mais visibilidade das autoridades fazendo com que a segurança aumente para os moradores e comerciantes, fora que valoriza os imóveis do bairro onde os polos gastronômicos se encontram.

Moradores apontam pontos positivos e negativos

A técnica em enfermagem Adriane Silva, que mora perto da Mercadoteca – mercado gastronômico localizado no Campo Comprido –, reclama do intenso movimento na região desde que o estabelecimento foi aberto, em 2015. “É claro que tem um lado bom, pois agora não precisamos ir muito longe quando queremos sair para jantar ou almoçar. Mas a tranquilidade que tínhamos aqui um tempo atrás, não existe mais, é sempre muita gente, muito carro. Acaba atrapalhando um pouco”.

Mesmo assim, há moradores que comemoram o movimento perto de suas casas. Renan Schafauser vive há 9 anos no Bacacheri e desde a instalação do Ca’dore diz que a região ficou mais segura. “Antes era muito perigoso, tinha pouca iluminação e segurança nas ruas. Com o movimento mais intenso me sinto mais seguro de andar pelas ruas”.

Processo burocrático

Segundo o Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), para se instalar um polo gastronômico a empresa responsável deve atender as exigências feitas pelo órgão público, como melhorar a região e torná-la adequada a receber um grande número de pessoas.

Isso é necessário porque os polos modificam a região no Plano Diretor, que é responsável por organizar o crescimento e o funcionamento do município.

De acordo com o vereador Bruno Pessuti (PSD), com a criação dos polos gastronômicos, é possível que exista melhorias urbanísticas, como o aperfeiçoamento das calçadas, a arborização e a iluminação, para manter a presença da polícia militar na região. Além disso, tem a administração da cidade, para favorecer a geração de empregos, garantindo a segurança e melhoria da circulação das pessoas ao redor dos polos gastronômicos.

“Os polos gastronômicos são um marco jurídico, que fazem com que existam uma parceria ou pelo menos estabeleçam uma regulamentação, na relação entre os empresários que têm os restaurantes e bares com o poder público”, comenta o vereador.

Pessuti ainda explica que as melhorias fazem com que os moradores da cidade, se sintam mais seguros ao caminharem pelas ruas, pois tem mais iluminação. Ainda que tem uma concorrência saudável entre os proprietários e estabelecimentos no mesmo local beneficiando a todos.

De acordo com o vereador, os polos gastronômicos não exigem um valor específico para investir. “A prefeitura pode aplicar algumas melhorias urbanas com investimentos baixíssimos, para fazer com que tudo melhore, a geração de empregos, de renda e para que as pessoas fiquem mais felizes em Curitiba”.

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