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Curitiba perde 8% de usuários no transporte público

Mapa mostra os terminais urbanos onde a queda mais foi acentuada

Por Ruan Felipe

Pesquisa realizada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) aponta que, em em 2015, Curitiba teve uma queda de 8% no número de passageiros que utilizam o transporte coletivo, comparado ao ano anterior. A redução total foi de 18,7 milhões de pessoas, que deixaram de utilizar o transporte coletivo, tendo em média 51 passageiros a menos na Capital todos os dias, conforme revela o estudo, divulgado no mês de março.

De acordo com o NTU, os ônibus deixaram de transportar 900 mil passageiros por dia nas 16 grandes cidades analisadas, tendo Curitiba como a que sofreu maior queda de usuários na pesquisa. Dados que, somados, resultam numa queda de 4,2% de pessoas, se tornando o maior recuo na década e o quarto ano seguido de perda.

Segundo a Urbanização de Curitiba (URBS), a queda do número de passageiros é inferior à apresentada na pesquisa. A organização afirma que a média dos passageiros transportados na data da última pesquisa ficou em torno de 18 milhões por mês, tendo uma diferença de 12,5 milhões, comparado a pesquisa.

Visando explicar o motivo da redução, a NTU relata que a queda de usuários se deve ao fato de o país estar passando por uma crise econômica, o que acabou causando desemprego e consequentemente a diminuição de viagens à trabalho. Outro fator se deve às pessoas estarem optando a se deslocarem mais a pé em curtos trajetos.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) afirma que a queda nos passageiros na pesquisa é uma consequência das inúmeras greves tidas durante o ano anterior e que a diminuição de passageiros desequilibra o sistema econômico do transporte coletivo da Capital.

 

Estudante passa a se deslocar a pé

Um exemplo é o caso da Carolina Rodrigues  Fernandez, 23 anos, estudante de Nutrição, que mudou os hábitos de utilizar o transporte público em pequenos trajetos optando por fazê-los a pé. Ela ainda comenta, que além de poder economizar, a nova atitude faz bem a saúde. “O trajeto da universidade até minha casa é em torno de 2km, algo que posso fazer a pé ,sem me desgastar tanto, além de me manter em forma”.

A URBS, complementando a pesquisa, divulgou os terminais que sofreram maiores diminuições de fluxos na Capital, o que poderá ser visualizado no mapa a seguir:

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