Dia mundial do veganismo é comemorado em 1º de novembro

Desde 1994 a data é festejada em vários países 

Beatriz Lima

Diferente dos vegetarianos, os vegans ou veganos (numa adaptação ao português) não deixam de comer apenas carne branca e vermelha. Ser vegano significa não se alimentar ou utilizar produtos de origem animal como, por exemplo, ovos, leite, seda e couro. A ideologia que visa o respeito e proteção contra abusos com animais tem adquirido muitos adeptos ao redor do mundo, em Curitiba não foi diferente.

Segundo Mariana Cavalcanti, administradora do grupo de veganos e vegetarianos de Curitiba, os alimentos de origem animal não precisam mais fazer parte da dieta do homem. “Já temos conhecimento, bom senso e discernimento suficiente para sabermos que não há mais necessidade de exploração. Hoje em dia o veganismo está em alta, pois cada vez mais as pessoas têm conhecimento do que se passa atrás das paredes de uma fábrica”, afirma.

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Uma refeição vegan com custo de R$20,00

 Veganismo e mercado

Por verem o crescimento de veganos e o atraso a respeito do número de lojas que atendem esse público, as empresárias Tatielle Jorge e Carolina Ferreira decidiram abrir a Veg Veg, um empório vegetariano onde são vendidos diversos produtos cuidadosamente selecionados.

Além da escassez de lojas especializadas nesse tipo de dieta, há o grande empecilho encontrado nos altos preços das mercadorias. Tatielle afirma que as indústrias vegetarianas são menores e não fazem produções em grande escala, encarecendo seus produtos. “Eu acredito que se essas fábricas receberem suporte de lojas como a nossa, elas podem crescer ao ponto de competir com as grandes indústrias que utilizam produtos de origem animal”, diz.

Hoje, alimentos equivalentes ao leite condensado, leite, macarrão e filé são encontrados em estabelecimentos veganos com valores, respectivamente, de R$6,90 (330g), R$3,80 (1l), R$8,50 (500g) e R$55,20 (1Kg).

Benefícios e malefícios

A nutricionista Manoela Fenilli assegura que seguir a filosofia vegana tem suas vantagens. “Alimentos de origem vegetal, geralmente, possuem na composição uma maior quantidade de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. Por comerem menos gorduras saturadas e mais frutas, vegetais e fibras, os veganos tendem a ter uma expectativa de vida maior e um menor risco de doenças cardiovasculares”, completa.

Porém, Manoela garante que existem algumas inconveniências como, por exemplo, os altos índices de anemia vindos de quem segue esse estilo de vida. “Existe uma carência de ácidos graxos da família ômega 3, que possuem como principal fonte os peixes. Outro problema gravíssimo é a falta de alguns aminoácidos contidos na carne vermelha e principalmente a falta do mineral ferro e das vitaminas ácido fólico e cianocobalamina, conhecida como vitamina B12. Há carência também de cálcio e vitamina D encontrados nos laticínios”.

Sugestões

Para amenizar e até mesmo erradicar as consequências negativas, a nutricionista indica uma alimentação rica em vegetais folhosos verdes escuros como couves, espinafre, brócolis, rúcula e agrião para a reposição de ferro, cálcio, magnésio, entre outras vitaminas e minerais. “É importante abusar bastante de feijões (todos os tipos) para ter mais uma fonte de ferro. Outra dica interessante é inserir no dia a dia grãos como soja, quinua, aveia, amaranto em flocos e semente de chia, pois são fontes riquíssimas de proteínas”, finaliza.

O site oficial do veganismo no Brasil disponibiliza informações a respeito de receitas, restaurantes, produtos e outros links que auxiliam os veganos em sua orientação ideológica.

 

Equipe: Beatriz Lima, Bruno Mendes, Camila Beatriz Costa, Mariana Benevides

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