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Digital Arena revoluciona o ensino

Por Thiana Perusso

 

O FTD Digital Arena, primeiro espaço digital com tecnologia 4D Full Dome da América Latina, foi lançado no dia 19 de abril, no campus Prado Velho da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba. A ferramenta tecnológica e multidisciplinar já existe em instituições de ensino ao redor do mundo, mas, pela primeira vez, chega a um país do hemisfério sul.  “A concepção do projeto foi do Grupo Marista, a Editora FTD entrou como patrocinadora do espaço, e a ideia veio para suprir uma necessidade de tecnologia educacional de forma inovadora”, explicou Diorgenes Mamedio, gerente de operação do projeto.

A inauguração do espaço aconteceu na própria Arena, onde os convidados participaram de um coquetel, conheceram a estrutura e assistiram a uma projeção. “Nós tínhamos a intenção de mostrar todo o potencial do espaço. Assim, foi feito um roteiro, com atores interagindo e explicando durante a apresentação. Foi importante para os convidados verem o resultado da cúpula, tornando tudo mais claro para quem não conhecia a tecnologia”, explicou o responsável técnico e pela produção de conteúdo, Luiz Antonio Pavão.

O evento contou com a presença de autoridades como o Irmão Délcio Balestrin, presidente do Grupo Marista, Marco Cândido, superintendente do Grupo Marista, João Carlos Teatini, diretor de ensino a distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), representando o Ministério da Educação (MEC) e Roberlayne Roballo, secretária municipal de educação, representando o prefeito Gustavo Fruet.

Desenvolvido ao longo de dois anos, o local une as características de um planetário com as de um cinema estereoscópico de alta definição e promove maior engajamento de pesquisa científica, educacional, cultural e de entretenimento para o público interno, outras instituições de ensino, empresas e para a sociedade de modo geral. “O equipamento permitirá a promoção do conhecimento para todos os públicos, potencializando ainda mais o aprendizado”, explica Mamedio. Do começo de abril até agora, o local já recebeu mais de 1,3 mil visitantes, e com as pré-estreias este número só tende a crescer.

 

Infraestrutura do local

De acordo com Mamedio, responsável pelo projeto, o local foi instalado na PUCPR do Prado Velho por função estratégica. “A escolha se deu por conta do espaço, pelo acesso, por ser mais central e por conta de toda administração estar presente aqui”. O local ocupa uma área de 980 metros quadrados, possui uma cúpula de 14 metros de diâmetro e sete metros de altura. A estrutura é formada por uma tela em formato semiesférico, que possibilita a projeção em 180 e 360 graus, permitindo que o espectador tenha uma visão completa e imersiva do filme, show ou apresentação.

A capacidade do local é de 120 lugares, sendo que quatro destes são destinados para portadores de necessidades especiais. As poltronas são interativas, com sistema vibratório que interage com o filme e de reclinação, para que se tenha maior conforto e visão da tela, permitindo que o espectador fique imerso no conteúdo apresentado.

Dentro do núcleo central da Arena também faz parte a bilheteria, o café e o lounge. O acesso à sala de exibição pode ser feito por escadas ou elevadores. Na parte de trás do auditório encontra-se a mesa de comando.

 

Sobre a tecnologia

O local possui a tecnologia 4D Full Dome, Full por  ter a projeção de até 360 graus e Dome por ter a tela como metade de uma esfera. O projeto técnico do Digital Arena foi desenvolvido pela OmnisLux e Skykan, empresas norte-americanas especializadas na tecnologia estereoscópica digital. “Foi decidido o que o grupo queria e então fomos atrás disso, pegamos o projeto básico americano e desenvolvemos o nosso voltado a um ambiente multidisciplinar”, explica Pavão.

A inovação conta com dois sistemas: um de projeção e um subsistema de geração e reprodução de alta tecnologia. As imagens são exibidas por dois pares de projetores digitais estereoscópicos, que utilizam a tecnologia Digital Light Processing (DLP), com alta definição. “São dois projetores frontais que projetam uma metade da cúpula, e outros dois projetores da parte de trás que projetam outra metade frontal. Existe uma costura, que evita que apareça a emenda desses dois projetores, que é feita por software”, comenta o responsável técnico do espaço.

A visão tridimensional é obtida com o uso de um projetor para cada olho. “Para a imagem 3D esteroscópica é necessário duas imagens projetadas ao mesmo tempo, assim como é no cinema. Para isso, precisamos utilizar os óculos”, explica Pavão. Os óculos filtram a imagem que vai para o olho, ou seja, o filtro presente no lado direito dos óculos impede que seja visto o que está sendo projetado para o olho esquerdo e a mesma coisa acontece do outro lado. “Dessa forma tem uma imagem que é para um olho, e outra imagem que é para o outro olho, tendo duas imagens, o cérebro cria uma sensação de espaço e a percepção de distância e profundidade”, afirma Pavão.

O que acontece neste processo é a divisão das imagens por comprimento de onda. De acordo com o responsável técnico, cada projetor reproduz seletivamente a imagem em relação aos comprimentos de ondas ou cores, só que de uma maneira mais sofisticada do que os antigos, que são por polarização. “Esses novos óculos são extremamente caros, R$ 500,00 cada um e cada filtro custa mais de 10 mil dólares. Cerca de 400 mil dólares são investidos apenas em óculos, sem contar as lentes”.

O subsistema de geração e reprodução é composto por um conjunto de quatro computadores com placas NVIDIA para processamento gráfico e um computador para controle e processamento de áudio, com um sistema de som sussuround com potência de 13 mil watts, que garantem os efeitos sentidos pela plateia.

 

Controles interativos

O FTD Digital Arena não é somente um espaço de espectadores, mas também propõe o sistema de interação independente, que foi desenvolvido em cada poltrona. O sistema pode ocorrer de duas maneiras, primeiro, transferindo o controle de operação da mesa principal, para qualquer uma das poltronas. “Desta forma o professor, por exemplo, pode ter controle da mesa inteira a partir de qualquer lugar do teatro”, afirma Pavão.

A segunda é como um sistema de resposta. “O professor apresenta um conteúdo, e depois um questionário, uma pergunta com várias respostas, cada resposta associada a uma cor. Os alunos respondem e o professor recebe um relatório disso em tempo real, identificando ou não quem respondeu o que. Isso pode ser agrupado também, como um grupo de trabalho”, explica Pavão. De acordo com o responsável técnico, isso gera maior interação com o conteúdo, “no final de cada aula podem ser feitas estatísticas de quantos absorveram o conteúdo e gerar um relatório online”.

 

Conteúdo e agendamento de aulas

Nesta primeira fase, o Grupo Marista adquiriu material específico para ser exibido na Arena, mas já existe uma equipe de profissionais voltada à produção de conteúdo lúdico, com embasamento educacional concreto. “Nós iremos desenvolver pilotos de aula, em diversas áreas do conhecimento, como medicina, arquitetura, engenharias, desenho industrial, design, música, temos procedimentos e conhecimentos para produzir material neste sentido”, afirma Pavão.

Os processos de produção de conteúdo serão divulgados e desta forma os próprios professores e alunos poderão desenvolver conteúdos. “A ideia é produzir materiais com os alunos e professores junto a nossa equipe”, explica o responsável técnico.

Os agendamentos para o desenvolvimento das aulas já estão abertos. No ramal da bilheteria, após a produção do conteúdo da aula, os professores podem reservar o espaço para a turma.  “Toda a equipe, a mesa de comando e a recepção terá o suporte suficiente para atender a demanda”, comenta Mamedio.

Para Juliana Sousa, professora de Comunicação Social e Design Digital da PUCPR, pelo Full Dome trabalhar com a experiência estética, todas as áreas estão passíveis de serem adaptadas a estes conteúdos lúdicos. “A dimensão do lúdico, mais a dimensão sensorial, associada com o conteúdo da disciplina, vai criar uma aprendizagem automática e que passa pelo nível estético e sensível do aluno”, argumenta. A professora comenta que por não ter apenas a visão bidimensional, é possível observar tudo de maneiras diferentes, formando uma visão mais completa e ainda com a possibilidade de interação com o conteúdo.

A aluna de arquitetura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Louisy Spak, achou a iniciativa boa tanto para os próprios alunos maristas, como para quem é de fora, “na minha área será muito útil, por termos objetos tangíveis a serem trabalhados, sendo assim, fica mais fácil notar a forma que podemos interagir com essa nova atmosfera”, conclui. Para a aluna de direito da PUCPR, Letícia Lemes Gonçalves, o projeto é importante, principalmente por conta da universidade ganhar um diferencial em relação às outras universidades e ser ainda mais reconhecida mundialmente.

 

Novos projetos

O projeto não para e espera trazer ainda mais novidades para o público. O Grupo Marista planeja criar jogos multi-usuários, colocando 120 jogadores num mesmo ambiente e mesma tela. “Queremos aplicar além do conceito de educação, o de diversão”, diz Pavão.

O FTD Digital Arena tem como objetivo não só o entretenimento científico, mas a possibilidade de fazer apresentações culturais e artísticas, como shows e peças de teatro. Outra experiência cogitada pelo grupo é de passar a TV Digital no espaço, em um evento como a Copa do Mundo, por exemplo, mostrando duas câmeras de um mesmo jogo ou dois jogos acontecendo ao mesmo tempo. E também, videoconferências, acontecendo em tempo real.
Box

ATRAÇÕES
O Universo Exterior
Sábado das 10:30 às 11:10

Reino da Luz
Sábado das 9:50 às 10:20

Kaluoka’hina: O Recife Encantado
Sábado das 11:20 às 11:50

As Fronteiras do Sistema Solar
Sábado das 9:00 às 9:40

Seleção Natural
3ª e 5ª às 18:00, 4ª e 6ª às 12:00
e 04/05 e 18/05 às 11:20.

INGRESSOS À VENDA NA BILHETERIA.

VALORES
R$ 28,00 (inteira)
R$ 14,00 (meia entrada)

PREÇOS PROMOCIONAIS
Sábado Promocional – Pacote com 2 sessões
Show Planetário + Filme
R$ 40,00 (inteira)
R$ 20,00 (meia entrada)

CONDIÇÕES ESPECIAIS
Estudantes do Grupo Marista (PUCPR / TECPUC / Colégios Maristas)
R$ 10,00 (com apresentação da carteira de estudante da instituição)

Colaboradores do Grupo Marista e da FTD
R$ 10,00 (com apresentação do crachá)

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