Diminui número de assaltos no transporte público em Curitiba

Os dados são inferiores se comparados aos do ano passado, mas, segundo passageiros, melhorias ainda são necessárias

Por Bruna Kopeski, Eluiza Brunnquell e Stephanie Abdalla

Os roubos e assaltos em transporte coletivo de Curitiba diminuíram no primeiro semestre deste ano.  A média de roubos entre janeiro até agosto é de 4.89 por dia, de acordo com dados da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), enquanto, nos anos anteriores, o número girava em torno de 8.5 ocorrências diárias – diferença que corresponde a um declínio de 57% em apenas um ano.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) diz que está buscando novas iniciativas para combater esses crimes. O sindicato, junto com os órgãos gestores do transporte e da segurança pública, está realizando comitês para aumentar a segurança nos ônibus; um exemplo são as câmeras de segurança instaladas para ajudar na identificação de criminosos – ao todo, são 500 câmeras em terminais e estações-tubo, conectadas 24 horas ao Centro de Controle e Operação (CCO). Além das câmeras, outro comitê visa aumentar a aproximação com a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal para facilitar a captura dos responsáveis pelas infrações.

Como forma de aprimorar a segurança dos passageiros e funcionários dos ônibus em Curitiba, a Guarda Municipal faz patrulha com viaturas específicas e com ênfase na rede de transporte integrado, com apoio de outras unidades, como o Grupo de Operações Especiais, além dos acionamentos que são feitos pelo telefone 153. Além disso, os ônibus da frota das linhas urbanas contam com botão de pânico, para que, em caso de emergência, o motorista possa alertar o CCO e as empresas de ônibus.

Apesar das propostas, os usuários do transporte coletivo ainda não estão satisfeitos. O estudante Natan De Almeida acredita que as câmeras, apesar de identificarem o infrator, não vão evitar possíveis arrastões. “Acho que não vai melhorar muito, porque não existe ninguém dentro do ônibus que possa evitar que algo aconteça”. Ele relata ainda que sente medo não só dentro dos ônibus, como também nos terminais da capital.

Veja o vídeo:

O motorista de ônibus Cleverson Ribeiro, que atua na área há onze anos, afirma que nunca presenciou um assalto, mas que tem medo de trabalhar em determinados horários e linhas. Ele acredita que as câmeras vão ajudar a achar os assaltantes, mas não vão resolver o problema completamente. “Infelizmente nossas leis são muito leves, principalmente com menores, eles assaltam e logo são soltos”, relata.

 

A Setransp afirma que a utilização do cartão vale transporte é aliada na luta contra assaltos a tubos e linhas de Curitiba. “Quanto menos dinheiro circulando, menor é a atratividade para roubos”. Em oposição, o presidente do Sindicato de Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sidimoc), Anderson Teixeira, diz que o fim da tarifa em dinheiro não seria suficiente para diminuir os arrastões, já que os bandidos buscam por pertences dos passageiros e não apenas o dinheiro do cobrador. Além disso, essa ação resultaria na redução de empregos no setor.

Teixeira completa dizendo que o Sidimoc orienta os motoristas e cobradores em casos de assaltos, e que dá assistência médica caso ocorra alguma lesão. O sindicato, porém, não se responsabiliza por bens roubados dos trabalhadores.

 

 

Deixe um comentário