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Escalada se consolida como esporte em academias

Modalidade é ofertada em três locais na cidade.

Por Rodrigo Sigmura

Unindo esforços físicos e mentais, a escalada é um esporte que pode ser praticado tanto por profissionais, quanto por amadores. E a prática desse desporto vem crescendo em Curitiba, que já conta com três academias voltadas exclusivamente para essa prática.

O surgimento da escalada se deu no ano de 1970 na Ucrânia e, de acordo com a Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), é uma modalidade oriunda do montanhismo. A primeira competição se deu no ano de 1985 e o esporte chegou ao Brasil no final da década de 1980.

Trata-se de um esporte que consiste na utilização da mescla de esforços físicos e mentais, que pode ser praticado tanto individualmente como em grupo e o seu objetivo é exigir o máximo de força e concentração do atleta.

Felippe Bozza, atleta que pratica escalada há cinco anos – há dois instalou uma parede para treinos em sua própria casa – entende que esse esporte mudou sua forma de ver o mundo. “Primeiro pela experiência de conquista e, em segundo plano, você acaba observando esses lugares, onde jamais alguns amigos meus poderiam ir”, explica.

A relação da escalada com a mentalidade do esportista é muito intensa. Muitos atletas recorrem a esse desporto como uma superação diária visto que metas são traçadas e o esportista avança gradativamente no nível de dificuldade, formando um cenário em que a perseverança, a persistência e a habilidade física são complementares e interdependentes.

Para Camila Macedo, praticante da modalidade há quatro anos e atual campeã brasileira, o cenário não é satisfatório. A escalada não é um esporte olímpico, primeiramente, o que influencia negativamente na conquista de patrocinadores, por exemplo. Além disso, a Associação de Escalada Esportiva (AEEP) deixou de existir em 2011, exatamente no início da carreira de Camila. Assim, a atleta teve que se filiar a federações de diferentes estados para poder competir. Diante desse contexto, Camila não pode se dedicar exclusivamente a esse esporte. “[Hoje] eu trabalho, estou terminando a faculdade de educação física, ganho a vida dando aulas como personal trainer e o meu hobbie acaba sendo escalar”, descreve.

Para quem deseja iniciar nesse esporte, Camila argumenta que uma boa alimentação e noites de sono regulares influenciam no exercício mental exigido para a prática. A concentração também é de extrema importância.

No entanto, antes é preciso saber quais modalidades dentro da escalada podem ser praticadas por esse indivíduo, já que trata-se de um esporte radical e de risco, podendo ser realizado em rochas, no gelo e na parede artificial. Atualmente, divide-se a escalada na rocha e na parede artificial em três tipos (em rocha, artificial e livre). O primeiro pode durar mais do que um dia apenas, podendo se valer de qualquer método para chegar ao topo. No segundo, utiliza-se qualquer tipo de equipamento – mosquetões, cordas, ascensores ou fitas – que possa levar o atleta até o cume por determinado trajeto. E o estilo livre engloba todo tipo de escalada em que não se use material para progredir na subida. Ou seja, o atleta depende apenas de seu corpo, utilizando apenas equipamentos de segurança para a prática. Nesse caso, subdivide-se essa categoria em seis outras modalidades: tradicional, artificial, esportiva, boulder, em solo e in door.

Diante de tamanha diversidade, é importante se preparar para começar a prática da escalada e de qualquer outro esporte. Para a fisioterapeuta Daiana Dias Xavier, a avaliação física prévia é fundamental. “Inúmeras vezes a pessoa não sente nenhum sintoma, mas pode ter um desvio de coluna ou problemas ortopédicos, por exemplo. E algumas atividades não são recomendadas nesses casos, pois acabam piorando o quadro da pessoa por forçar muito locais que estejam lesionados”, expõe.

Murilo Drantes Esmanhotto, professor de escalada em uma das três academias de Curitiba, afirma que escaladores profissionais começam no esporte muito novos, geralmente. Ao citar seu exemplo pessoal, ele diz ainda que há 11 anos, quando começou a subir as paredes das academias, não obteve nenhuma orientação médica. “A escalada é uma atividade funcional, em que você usa seu próprio peso para subir. E isso traz vários benefícios”, explica. em vias muito difíceis, geram as lesões.

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