(Crédito: Manu Dias/GOVBA/Fotos Públicas)
Falta de adaptação afasta deficientes de parques em Curitiba

Pessoas nessa condição optam por passeios em shoppings, onde há mais acessibilidade.

Por Lucas Prehs Visinoni

A dificuldade de acesso de pessoas com deficiência a espaços públicos continua sendo um problema grande em Curitiba, que termina por restringir as opções de lazer desse público. Depois da criação da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPCD), em 2011, a pressão sobre a Prefeitura de Curitiba a favor de obras de mobilidade para pessoas com deficiência aumentou.

Com o maior número de propagandas e incentivo a reclamações ao patrimônio público, a conscientização da população tem melhorado aos poucos – os pedidos de melhorias ocorrem muito por parte de pessoas necessitadas e também de bons observadores, que prezam pela acessibilidade de qualidade a todos os cidadãos. Mas o problema ainda é sério, sobretudo em pontos turísticos.

O Parque Tanguá é um exemplo da deficitária preocupação com pessoas especiais. Mesmo sendo um dos parques mais visitados de Curitiba, ele apresenta falta de vagas para deficientes, a falta de piso tátil (piso direcionado aos deficientes visuais) e também a inexistência de um elevador ou rampa para o acesso de cadeirantes ao banheiro e ao café.

Entre os deficientes, as principais reclamações são referentes aos pisos de petit-pave e aos desníveis das calçadas, que dificultam a locomoção de pessoas especiais. Isso leva os deficientes a preferirem, em seu tempo livre, passearem por shoppings ao invés de parques e praças públicas.

Para Gilberto Yoshikazu Ozowa, 49, deficiente de baixa visão, outro motivo é a falta de auxílio que encontra nos parques e praças, a chamada acessibilidade atitudinal. Para ele, o problema poderia ser resolvido com um “disque voluntário”, um serviço público que seria utilizado para pedir ajuda de locomoção em pontos turísticos.

Dificuldades de adaptação

A respeito dos problemas do Tanguá, a SEDPCD afirma ter recebido muitas reclamações e as encaminhado ao poder público. A coordenadora de Acessibilidade da secretaria, Francielle Lucena, diz que há dificuldades de executar obras de acessibilidade no local em razão de regras que preveem a preservação do Patrimônio Histórico do parque,

Segundo a SEDPCD, os principais focos de trabalho do órgão são o combate ao preconceito e a inclusão da pessoa com deficiência, por meio de campanhas, capacitações e acompanhamentos. A entidade acredita que a conscientização de todas as pessoas sobre a importância do cuidado com os deficientes levará o plano de acessibilidade a alcançar a excelência.

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