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Festival de Teatro de Curitiba aposta em peças internacionais

Numax Fagor Plus é uma das peças internacionais presentes no festival. (Crédito: divulgação/Site Oficial do Festival de Teatro de Curitiba) Numax Fagor Plus é uma das peças internacionais presentes no festival. (Crédito: divulgação/Site Oficial do Festival de Teatro de Curitiba)

Peças de fora têm papel cada vez mais relevante nas edições da mostra, que chega ao seu 24º ano.

Por Jéssica Felici

O Festival de Curitiba, que acontece até o dia 5 de Abril nos principais palcos da cidade, traz em sua programação quatro espetáculos internacionais, sendo: “A House in asia” (dias 25 e 26 de Março, as 21h00, no Secs da Esquina, com ingressos esgotados), “Double Rite” (dia 28 de Março, as 21h00 e dia 29 de Março as 19h00, no Teatro Guarinha, com ingressos esgotados), “Surfacing” (dias 31 Março e 1 de Abril, as 21h00, no Teatro Guarinha, ingressos ainda a venda, por R$ 70,00 inteiro e R$ 35,00 meio) e “Numax” ( dias 2 e 3 de Abril, as 21h00, no Teatro Paiol).

O número de peças na edição de 2014 foi maior, nesse ano o festival conta com 29 na Mostra e 393 no Fringe. Os organizadores relacionam esse decréscimo à crise econômica brasileira. Isso restringiu a participação de empresas patrocinadoras no evento, diminuindo o orçamento em relação a edições passadas. O evento em suas 24 edições já trouxe para o país mais de 200 peças estrangeiras. Os curadores não encaram a presença de produções internacionais como uma crescente, pois a escolha parte de uma análise que procura acrescentar culturalmente a Mostra.

A principal característica do festival é dar uma atenção maior para as estreias nacionais, que dividem espaço com as atrações estrangeiras. A proposta dos organizadores do Festival é que as peças que não são brasileiras conversem com as da cena local e nacional, por isso não há um número limite estipulado para peças estrangeiras.

A mistura de peças nacionais e internacionais traz vantagens para os atores locais, segundo um dos diretores da companhia curitibana Pé no Palco, Alexandre Bonin. Há troca de experiências e as peças estrangeiras de nada interferem na visibilidade da cena local. Bonin relaciona o custo das apresentações de fora do país com a seleção do público. As peças internacionais exigem mais financeiramente do que é necessário para prestigiar uma bilheteria nacional.

“Na internacionalização, ou abertura para outros olhares, não há perdedores e sim ganhadores”, disse Celso Curi, um dos três curadores do Festival de Teatro de Curitiba. O curador não relaciona nenhuma perda para as companhias de teatro locais. Segundo ele, a internacionalização do festival leva a um crescimento até mesmo do público, que passa a ter uma base para análises mais críticas relacionadas à arte. A organização não acredita que seja algo primordial para a Mostra, mas que agrega a todos os envolvidos no Festival.

Peças internacionais dividem espaço com as nacionais

“A House in Asia”: Partindo da invasão dos fuzileiros navais Norte Americanos à casa do terrorista Hosama Bin Laden, o diretor construí um retrato pop que relata todos os acontecimentos que englobam esse fato.

“Double Rite”: A obra é basado na perda da inocência. Ela é dividida em duas partes, uma relata os ritos de passagem que transformam meninos em homens, outra parte é a versão feminina desses acontecimentos.

“Surfacing”: É um espetáculo multimídia e encantador, que conta com musica, dança, dramaturgia e vídeo. Que faz a plateia refletir sobre a sociedade.

“Numax Fagor Plus”: Os colaboradores de Fagor, depois de serem todos demitidos, decidem reconstruir a historia dos trabalhadores de “Numax”, foi uma batalha que claramente ainda não teve fim.

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