Filmes aumentam procura por aulas de arco e flecha

Esporte olímpico também é praticado em Curitiba
Por Leticia Garib

Nem a aproximação das Olímpiadas fez crescer tanto a procura por aulas de tiro com arco quanto a popularização de filmes voltados para o público jovem, como Brave e Jogos Vorazes. É o que afirma o vice-campeão mundial no esporte, Helder Chin, que hoje dá aula para mais de 30 alunos em Curitiba.

Chin afirma que a procura pelo esporte na capital paranaense é alta e todos os anos o índice aumenta. A ideia de dar aulas de arco e flecha surgiu quando ele percebeu que existiam pessoas dispostas a aprender e que ele poderia ensiná-las.

De acordo com o empresário Eduardo de Oliveira, dono de uma escola de arco e flecha de Curitiba, durante as férias escolares a procura por aulas é mais intensa, o que, no entanto, não garante o reconhecimento do esporte no país. “Muitos brasileiros gostam do esporte, mas não têm a oportunidade de praticar, ou mesmo de experimentar. O tiro com arco ainda não é reconhecido”.

Falta de escolas especializadas prejudica esporte

Gisele Franco, que já pratica o esporte há um ano, relata que uma das maiores dificuldades para o reconhecimento do esporte no Brasil é a falta de escolas especializadas. “O tiro com arco é muito pouco conhecido no Brasil, além de não ser valorizado. Qualquer esporte no Brasil tem pouco incentivo e o arco e flecha é mais desconhecido”, completa.

O tiro com arco é um dos 42 esportes a serem disputados nas olimpíadas de 2016, a modalidade, que está incluída no evento desde 1900, só foi disputada por brasileiros em 1980, nos Jogos de Moscou. O esporte, que foi um dos primeiros a incluir a participação de mulheres, também foi o primeiro a incluir uma atleta paraplégica na disputa olímpica.

 

 

 

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