EUA é um dos destinos preferidos dos intercambistas. (Crédito: reprodução/tumblr)
Intercâmbio conquista universitários e atrai investimentos

Interessado pode encontrar preços promocionais que partem de cerca de R$ 6 mil.

Por Karoline Mokfianski

Cada vez mais estudantes encontram no intercâmbio a oportunidade de aprender um novo idioma e experimentar diferentes culturas, gastronomias e estilos de vida. O setor privado cada vez mais investe no setor, assim como os governos, que oferecem diversas oportunidades de bolsas de estudos no exterior. Mais de 12 mil vistos para estudantes estrangeiros foram concedidos no Brasil em 2014 e cerca de 13 mil brasileiros estudam nos Estados Unidos, destino favorito dos intercambistas. Em 2014, segundo dados do Banco Central do Brasil, os gastos de estrangeiros no país aumentaram em 147% e os investimentos ultrapassaram os US$151 milhões.

Além de aprendizados universitários e acadêmicos, o intercâmbio também pode oferecer experiências sociais em países menos visados. A AIESEC é uma dessas organizações sem fins lucrativos que promovem esse tipo de prática. “Somos uma dessas ‘agências’ que visam mostrar que é possível sim fazer um intercâmbio por um preço justo. Oferecemos suporte para quem procura a vaga e auxiliamos durante todo o intercâmbio, visando que o intercambista tenha a melhor experiência possível”, explicou Julia Putkamer, membro voluntária da organização e ex-intercambista.

Nessa troca de experiências culturais, não ganham apenas os estudantes, mas também as universidades. “Receber alunos estrangeiros proporciona à comunidade local o convívio com outras culturas e a criação de vínculos acadêmicos e profissionais com universidades estrangeiras”, analisa Lara Rodrigues, coordenadora de mobilidade internacional da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Quero fazer intercâmbio, e agora?

O primeiro passo para começar a planejar seu intercâmbio é consultar o departamento de relações internacionais da universidade, buscando informações como possíveis destinos e ofertas de bolsas. A pesquisa aprofundada sobre o destino escolhido também é muito importante, para se preparar quanto ao idioma e ter bom conhecimento sobre o país. “Antes de fazer um intercâmbio é importante pesquisar muito sobre o pais que escolheu para que chegando lá você não sofra um choque cultural muito grande”, explica Julia, que realizou intercâmbio na Irlanda.

Quanto isso vai me custar?

Na maioria das vezes, o intercâmbio não é opção de estudantes pelo alto custo de investimentos, mas há alternativas que o tornam acessível a todos. Os principais recursos são as bolsas oferecidas pelo governo, como o “Ciências sem Fronteiras”. Outra opção são as viagens para trabalho voluntário, onde as acomodações e alimentação saem de graça e o único custo é com inscrição e viagem.

“Se você quer viajar, procure por promoções que é bem possível ir com aproximadamente 6 mil reais. Lógico que existem diversas variações de preços, mas é possível sim fazerem um intercâmbio com pouco dinheiro”, afirma Julia.

Gráfico das emoções

Intercâmbio exige adaptação. (Crédito: divulgação)

Intercâmbio exige adaptação. (Crédito: divulgação)

A expectativa que envolve uma viagem de intercâmbio geralmente é enorme, mas a realidade encontrada lá nem sempre é o que se esperava. A mudança de país nunca é simples e exige um certo tempo para adaptação.

Uma nova cultura pode assustar logo de cara, ainda mais quando se está longe de seu país, sozinho em meio a pessoas falando um idioma que você ainda está conhecendo. Mas é essa adaptação que torna o intercambista uma pessoa melhor, mais experiente e com uma bagagem cultural enorme.

Melhores épocas para se fazer intercâmbio

O clima faz parte da adaptação a um novo país, mas para diminuir esse choque é importante pesquisar sobre a melhor época para se fazer intercâmbio no local escolhido.

Na América do Norte, o EUA e o Canadá são os destinos preferidos dos estudantes, mas o inverno rigoroso é sempre preocupante, principalmente nos solos canadenses. Já no sul do país americano, o calor é constante e alguns estados são ainda mais quentes que o Brasil. Assim como na Europa, em que países como Rússia, Suécia e Noruega são extremamente gelados e por isso deve haver uma preparação ainda maior.

A Austrália, país da Oceania, também é um dos destinos mais procurados pelos intercambistas, principalmente pelo seu clima tropical, praias paradisíacas e a diversidade cultural, além de ser considerado um dos lugares com maior qualidade de vida do mundo.

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