Fachada da “casa”de Dimitri
Jogos de escape: 60 minutos de lógica e interatividade

 

Até 8 participantes devem solucionar um mistério dentro do tempo determinado

Por Luiz Guilherme Ribinski Bernardo

Inaugurada em setembro, a Puzzle room é a primeira casa de jogos no estilo escape game de Curitiba. A brincadeira pode ser realizada com até oito pessoas, que juntos devem sair de uma sala dentro do limite de 60 minutos, coletando pistas espalhadas pelo local. Além da puzzle room, há outro local que oferece o escape game.

Os jogos de fuga, ou escape games, foram originados no mundo virtual, no começo dos anos 2000 com os jogos de flash, e, há cerca de 10 anos, inicialmente em países como a República Tcheca e Suíça, foram adaptado para o mundo físico. Geralmente uma história é contada ao participante antes de “entrar” no jogo, sendo, na maioria das vezes, um mistério a ser resolvido.

Na Puzzle room os participantes do jogo são responsáveis por solucionar o mistério de um russo, agente da KGB, envolvido com espionagens, Dimitri Evanovich, que na década de 1970 supostamente teria vindo a Curitiba morar na Rua Nunes Machado, no Centro, e desapareceu.

A sala é uma criação do escritório de Evanovich, que aparentemente teria deixado o recinto há poucos instantes antes dos jogadores entrarem na sala. Ela é composta por diversos elementos, que à primeira vista não são de grande importância, como roupas, livros e quadros, mas que, ao decorrer do jogo, se mostram necessários. Há também uma música que toca intermitentemente, criando um clima ainda mais envolvente.

Com a ideia de trazer uma opção nova de diversão para a cidade, Christiano Queiroz, que é um dos sócios da empresa, afirma estar esperançoso em relação ao empreendimento. “Além de desafiar o raciocínio e a inteligência, o escape game é algo novo, que a maioria das pessoas ainda não conhece”, destaca.

O roteiro, criado por Rodrigo Matroni, é direcionado para pessoas a partir de oito anos de idade, e não tem limite. Apesar do nível de dificuldade ser dois, numa escala de um a cinco, somente cerca de 35% das pessoas que jogam conseguem sair em 60 minutos.

Ricardo Petrini, que jogou com mais seis amigos, conseguiu sair faltando apenas dois minutos. “Como não conhecia o escape game, achei muito interessante a proposta. No jogo é preciso trabalhar em grupo, um ajuda o outro a todo momento”, conta.

Cooperar para ganhar

Os jogos, de maneira geral, estimulam a capacidade cognitiva e trazem avanços significativos ao indivíduo, afirma a psicóloga Renata Pauliv de Souza Casanova. Segundo ela, os jogos como stop e palavras cruzadas, aguçam aspectos lógicos e verbais, além de contribuir com a memória e a melhora no repertório.

Já os jogos de escape game, de acordo com a psicóloga, promovem a cooperação, o trabalho em equipe, além de provocar a atenção, estratégia, concentração e perseverança mostrando aspectos da personalidade, como, por exemplo, uma pessoa ser individualista ou não, ser comunicativo ou não, ter espírito de liderança.

Renata ainda afirma que há jogos e esportes que influenciam diretamente na formação do perfil e do caráter da criança. “Além dos fatores cognitivos, os jogos e esportes trabalham aspectos psicossociais, como: aprender a esperar a vez, respeitar as regras, compreender as consequências de seus atos, aprender a ganhar e perder, respeitar o adversário”, explica.

Serviço

A Puzzle room fica na Rua Visconde de Nacar, 743, no Centro, e fica aberto de terça-feira a domingo, das 10h às 23h.

 

Fechado para comentários.