Mais de 80% confiam em compras virtuais, diz SPC

Produtos a preço baixos, porém, atraem internautas para sites desconhecidos

Por Giovanna Rell, Michel Moreira e Guilherme Bandeira

Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Meu Bolso Feliz aponta que oito em cada 10 consumidores confiam em compras na internet.  Dos 676 entrevistados das 27 capitais brasileiras, 58% afirmaram que evitam fazer cadastros de cartões de crédito em sites de compras virtuais e 54% só fazem compras em sites conhecidos ou recomendados, o que indica que os consumidores estão cientes riscos e demonstram preocupação.

Segundo o educador financeiro e coordenador da pesquisa, José Penteado Vignoli, a internet facilitou muito a pesquisa de preços, mas, dependendo do valor da compra, tentar uma negociação na loja física pode dar bom resultado. Quanto à confiança em compras por parte dos consumidores, para Vignoli, as entregas estão mais confiáveis, o consumidor cada vez mais acostumado ao sistema e os meios de pagamento cada vez mais seguros, porém, deve-se sempre tomar muito cuidado. 

Preço chama atenção de consumidores

A pesquisa constatou que o principal fator motivador das compras virtuais é o preço; 42% dos entrevistados afirmaram que fizeram compras em um site desconhecido pelo baixo preço.

Paulo Cesar Motta,43, conta que fez uma compra em um site conhecido, Mercado Livre, porém não recebeu o produto. Tentou entrar em contado com o vendedor e realizou uma reclamação pelo próprio site, mas o mesmo disse que o prazo para a reclamação já havia se encerrado e que o vendedor estipulou a data de entrega maior que o prazo da reclamação. ”Não quero o produto, quero o meu dinheiro, somente isto, pois é um direito meu”, afirma Motta.

O educador financeiro aconselha: “Com atenção pode-se evitar muitos riscos que existem em qualquer operação comercial como, receber um produto de qualidade diferente da imaginada, ter problemas com a entrega e eventualmente com o cartão de crédito. Deve-se pesquisar se existem reclamações ou comentários negativos, dependendo do que estiver comprando é sempre bom conhecer o objeto fisicamente (por exemplo, linha branca) e não acreditar em milagres.”

Alane Borba, Superintendente da Divisão Jurídica do Procon/PR reafirma a importância dos cuidados. “É preciso verificar o CNPJ da empresa, endereço físico, telefones para contato e reputação da loja na opinião de outros clientes”.

Ofertas de produtos com grandes descontos exigem atenção especial, e o cliente deve desconfiar: “É bom sempre pesquisar quanto está o mesmo produto em outro site ou loja. Atentar-se também ao prazo estabelecido”, relata Borba.

Vítima de golpe deve fazer denúncia

Caso o golpe vier a acontecer, o consumidor deve recorrer ao Núcleo de Combate Aos Ciber Crimes (NUCIBER), que é a polícia especializada em crimes pela internet.

Alane Borba informa que, a denúncia é indispensável: “Temos vários meios de comunicação direta com o Procon. Telefone, e-mail e site são algumas. Em alguns casos o consumidor vem até nós e deixa a sua denúncia contra a loja. No site do PROCON o consumidor encontra uma lista com lojas virtuais não confiáveis”.

 

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