Gibiteca
Mangá cresce e se torna popular em Curitiba

Histórias em quadrinhos nipônicas estão mais presentes em livrarias

Por Rodrigo Angelucci

Dentro do universo das histórias em quadrinhos, o mangá está entre o estilo narrativo mais famoso, sendo ele considerado culturalmente importante dentro do Japão. Esta arte acabou se espalhando pelo mundo, conseguindo uma enorme base de fãs, chegando até o Brasil e em Curitiba. O porta-voz das livrarias Curitiba, João Alécio Mem, conta que todo o segmento de quadrinhos, inclusive o mangá, apresentou crescimento de 25% em todas as livrarias da marca nos últimos três anos.

Mem afirma que os principais motivos que levaram ao aumento de vendas foi a variedade de produtos em HQ’s, de assuntos, preços acessíveis, e a grande repercussão desses produtos nas redes sociais e meios de comunicação.

A editora JBC tem apostado nos artistas brasileiros visto o potencial que se criou com os mangás independentes. O gerente editorial da JBC, Cassius Medauar, explica que a editora brasileira especializada em mangás atua no segmento há 16 anos, e que o mercado tem mudado muito nos últimos anos. “Temos tiragens menores, porém muito mais títulos”. Medauar declara que a editora sempre está em busca de novidades para acrescentar no catálogo.

O ilustrador, quadrinista e professor de mangá da Gibiteca Marcelo Lopes conta que, com o sucesso dos quadrinhos e mangás no país, houve um aumento no número de leitores e interessados pelos cursos na área.

Para Lopes, os mangás fazem mais sucesso do que o quadrinho convencional por causa do estilo e do viés cultural dentro da cultura japonesa, diferente dos super herois americanos que representam o ideal, por exemplo o Batman. No Japão, o mangá é visto como uma forma de cultura bem maior do que o herói americano, que é ligado a uma questão comercial.

Outro fator que faz o mangá ser mais popular do que os quadrinhos americanos é a sua ligação com a história do Japão. O ilustrador dá alguns exemplos. Entre eles o mangá Gen pés descalços o qual o autor conta como sobreviveu à bomba atômica de Hiroshima e também o mangá Lobo Solitário que se passa na era Edo, que inclusive é objeto de estudos de história por universidades. A gerente Mitie Taketani da loja curitibana Itiban, especializada em mangás, também há sucesso com os fanzines, que são criações de histórias por fãs de mangás.

O estudante Nilton César Nunes Junior, 17 anos, é fã de mangá há cinco anos. Para Nunes, o mangá possui algumas diferenças em relação às histórias em quadrinhos comuns. “O traço do desenho é melhor, e as histórias são mais interessantes, mais fantasiosas”. Nunes admite que também aprendeu a gostar de mangá porque queria desenhar e consequentemente aperfeiçoar a técnica.

 

Conheça cursos de mangá ofertados na Gibiteca

Em Curitiba, a Gibiteca que completa 35 anos este ano, possui um vasto acervo de mais de 32 mil quadrinhos dos mais diversos títulos para consulta e troca de gibis. O lugar também oferece cursos de produção de histórias em quadrinhos e mangá entre os níveis básico e avançado.

No meio independente, este segmento de história em quadrinho é financiado pelo próprio autor sem precisar seguir instruções de uma editora. Com o sucesso, acaba atraindo todo tipo de público diferente que lê algum estilo de história, desde o Shonen que é voltado ao público infanto juvenil masculino, o Shoujo que é voltado ao público infanto juvenil feminino e até o Gokiga e Hentai voltados especificamente ao público adulto.

 

 

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