“Mercado” do surf cresce com sucesso de brasileiros

Saiba onde praticar o esporte em Curitiba

Por Igor Arendt Ramos e Julia Favaro Linhares

Nos últimos anos, o surf vem mudando de panorama no Brasil e se tornando cada vez mais relevante na economia. Estudo realizado em 2012 pela Alma Surf e a Toledo & Associados indica que, no Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas praticam surf, além de mais de 30 milhões de adeptos ao estilo de vida que gira em torno do esporte. Uma das causas da popularização do esporte e o desempenho dos atletas brasileiros em torneios internacionais.

Segundo o sócio-gerente da loja Momentum Surf, Julio Cesar de Paula, após o título mundial do Gabriel Medina, em 2014, a loja obteve aumento nas vendas de cerca de 20%. “Muito por uma exposição maior do esporte nas grandes mídias, a princípio porque o surf “está na moda”. Depois que o praticante entra em contato com o esporte, ele realmente se apaixona”.

Houve também grande aumento na procura por produtos de surfwear – maneira como são conhecidas as marcas de surf – e também por produtos assinados pelo Gabriel Medina, contou Rafael Almeida, da loja BackWash.

“Hoje em dia o surf está muito mais profissional. Não somos apenas surfistas; e, sim, atletas”, diz o surfista profissional Michael Rodrigues, atualmente na 15ª colocação no QS (série de acesso à elite do surfe, o CT). Rodrigues ainda completou afirmando que há mais reconhecimento de seu trabalho.

 

A popularização do esporte também rendeu frutos no Paraná. “Tivemos a procura de várias empresas para estarem participando do Circuito Paranaense e também vários políticos querendo conhecer o trabalho da FPS (Federação Paranaense de Surf)”, relata o diretor executivo da FPS, Darian Ledesma.

Ledesma falou sobre as melhorias realizadas para disputa do circuito deste ano. “Temos em nosso estado o melhor sistema de computação para julgamento, da empresa SURFCORE, a mesma que realiza o circuito SuperSurf, o sistema de filmagem para replay das ondas auxilia para um julgamento mais justo”.

Apesar do aumento no reconhecimento, os surfistas ainda encontram algumas dificuldades. “Por enquanto não há mais retorno financeiro ou apoio das empresas”, afirma o surfista profissional e competidor do QS Marco Fernadez.

Saiba onde praticar surfe em Curitiba

Para os  interessados no esporte, que tem vontade de aprender e residem em Curitiba, algumas academias de natação da cidade oferecem aulas preparatórias de surf em piscinas sem ondas. A Brasil Surf School surgiu em 2009 e atualmente atua dentro de três escolas de natação. Não existem pré requisitos para fazer as aulas, que podem ser realizadas de uma a três vezes por semana e tem custo médio de R$170.

  • Academia Be Happy | Rua Bento Viana, 609 – Água Verde

  • Escola De Natação Amaral | Rua Des. Otávio Do Amaral, 1208 – MercêS

  • PUCPR – Pontifícia Universidade Católica do Paraná | Rua Imaculada Conceição, 1155 – Prado Velho

Michael Rodrigues Mentawai Indonésia Foto Bruno Veiga (2)

Michael Rodrigues – Mentawai, Indonésia.
Foto: Bruno Veiga/Divulgação/Facebook.

 Surf está próximo de virar esporte olímpico

O presidente da ISA (International Surfing Association), Fernando Aguerre, enviou um pedido formal ao Comitê Olímpico internacional pedindo a inclusão do surf como modalidade nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão, que acontecem em 2020. Em junho deste ano, os organizadores das Olimpíadas de Tóquio apresentaram os esportes indicados para a inclusão dentro das Olimpíadas, entre eles o surf.

O surfista profissional Michael Rodrigues falou sobre a inclusão do esporte nas Olimpíadas. “Eu acho maneiro. Isso só mostra como o surf esta sendo cada vez mais reconhecido, e isso me deixa muito feliz, pois é o que eu amo fazer”. Por meio de seu diretor executivo Darian Ledesma, a FPS se disse favorável ao projeto de inclusão.

 “Tempestade Brasileira”

O dia 19 de dezembro de 2014 entrou para historia esportiva do Brasil. Nessa data, o paulista Gabriel Medina Pinto Ferreira, conhecido apenas como Gabriel Medina, tornou-se o primeiro brasileiro campeão mundial de Surf. Já em 2015, outros brasileiros fizeram historia ao vencer etapas do circuito mundial de Surf.

A atual geração brasileira do surf é conhecida internacionalmente como “Brazilian Storm” (Tempestade Brasileira). Atualmente, sete brasileiros competem no WCT (World Championship Tour), a elite do surf mundial. Outros dois brasileiros garantiram vaga com antecedência para a disputa do WCT em 2016 por meio do QS (Qualifying Series), uma especie de segunda divisão do surf, outros seis ainda tem chances de classificação.

 

Fechado para comentários.