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Moda Vintage: trocando o novo pelo antigo

Com produtos de qualidade e preços mais acessíveis, brechós e antiquários fazem parte da rotina dos moradores da capital 

Por Camila Borba e Michelle Cury de Lima 

O número de brechós e lojas de antiguidades vem crescendo bastante nos últimos anos, impulsionado por programas de televisão como “Trato Feito”, “Caçadores de Relíquias” e “Caos”, transmitidos pela TV a cabo. Segundo o Sebrae, houve um crescimento de 210% no número de pequenas empresas que oferecem artigos usados em cinco anos no Brasil.

De acordo com um mecanismo digital de procura, a busca pela palavra brechó no mesmo período praticamente dobrou. A percepção das pessoas para o que é velho mudou e os objetos vintage ganharam um novo status, aumentando o comércio de ambos os lados, oferta e procura.

Em Curitiba, há uma boa amostra desse universo. Antiquários e brechós vivem cheios, seja de pessoas “garimpando” ou pessoas procurando referências para a decoração de casa. A estudante de moda Aline Macedo, 25, afirma comprar a maioria de suas roupas em brechós de Curitiba. “Eu pago um preço mais em conta por um produto de mesma qualidade”. A estudante ainda utiliza de sites e grupos do Facebook para procurar peças usadas.

Outra razão que leva os consumidores a procurarem antiguidades é o interesse crescente pela cultura vintage. Segundo Mary Anne Barbosa, sócia de um brechó localizado no centro da capital, o fluxo de clientes aumentou muito nos últimos dois anos. “Homens nunca frequentavam brechós; hoje, são o público que mais compra”, conta. Uma peça usada, comprada em um brechó, custa aproximadamente um terço da peça nova. O que resulta em uma economia de mais de 60%.

Além do vestuário, a procura por peças de decoração e móveis antigos tem passado por aumento. Quando questionado se o crescimento é recente, Ricardo Bichara, 35, vendedor de antiguidades no Largo da Ordem, afirma que não. “As feiras de antiguidades já existem há muitos anos. O que mudou foi a percepção das pessoas, que agora compreendem o valor dessas peças”.

É o que atesta Nelson Raad, restaurador e comerciante de antiguidades. Raad tem sua loja há 30 anos e afirma ter clientes fixos. “O mercado sempre existiu, pessoas que apreciam arte estão sempre por aqui”, diz. Para ele, qualquer um pode colecionar, pois existem artigos para todos os bolsos. “Quem compra antiguidades, sabe o valor que tem, e gosta de saber a procedência e a história”.

Lojas vendem artigos usados pela internet

Além de lojas físicas, é possível encontrar na internet lojas que vendem roupas, objetos de decoração, acessórios e diversas outras coisas. A Enjoei é a maior do ramo. No site é possível encontrar mais de 100 mil lojinhas gerenciadas por pessoas comuns. A proposta é simples: montar a própria loja dentro do site e vender coisas usadas por preços mais em conta. É possível também encontrar em sites como o OLX e o Mercado Livre opções com preços diferenciados.

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