Motoristas e cobradores fazem paralisação em Curitiba

Paralisação reivindica maior segurança dentro do transporte público

Por Thiliane Leitoles

Nesta segunda-feira (11), ocorreram paralisações de motoristas e cobradores de ônibus em prol de maior segurança nos coletivos, terminais e estações-tubo.  As mobilizações aconteceram às 10h e às 15h, e tiveram duração de uma hora. Entre as exigências do grupo estão a instalação de filmadoras em todos os veículos com monitoramento 24h, criação de delegacia especializada em crimes no transporte coletivo e o retorno do Grupo Tático Velado da Guarda Municipal nos ônibus.

Segundo o secretário do Sindicato de motoristas e cobradores de Curitiba e região metropolitana (Sindimoc), Adão Farias, a maior parte das câmeras de segurança instaladas pela Urbanização de Curitiba (URBS) em terminais e estações-tubo não funcionam e as que funcionam são, apenas, para monitoramento dos funcionários. O secretário ainda diz que após o acionamento dos botões de pânico, o atendimento demora cerca de uma hora.

O motorista de ônibus Edison Marenda diz já ter encarado vários assaltos dentro dos coletivos, inclusive quase foi atingido por um tiro em uma das abordagens. O motorista também comenta que a melhor medida de segurança seria a instalação de câmeras em ônibus e a criação de uma delegacia que atendesse apenas o transporte público.

A estudante Beatriz Hinça, de 17 anos, foi abordada com uma faca e assaltada em transporte público de Curitiba. A vítima relata “fiquei assustada e me sentindo, de certa forma, impotente por não poder fazer nada”. A jovem diz que os assaltantes levaram seu dinheiro e celular e que a segurança em transportes públicos é completamente ineficaz. Beatriz acredita na viabilidade da instalação de câmeras de segurança em tubos e pontos de ônibus e, também, em maior vigilância dentro dos coletivos.

O Sindimoc afirma que as paralisações ocorreram sistematicamente até o dia 19, e no dia 20, a categoria pretende realizar um ato na Praça Rui Barbosa e uma passeata que vão interromper a circulação de ônibus por mais tempo que as mobilizações desta segunda-feira.

A URBS não quis se pronunciar a respeito das paralisações.

 

 

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