Sala de estruturas luminosas deixa crianças impressionadas (Fotos: Mariana Benevides)
Museu do Olho recebe mostra internacional “Zero”

Exposição vai até novembro e traz 24 obras de artistas europeus e sul-americanos

Roberto Rohden

O Museu Oscar Niemeyer (MON) está com uma nova atração no espaço Olho, é a exposição do movimento artístico de vanguarda “Zero”. A mostra internacional é inédita no país e reúne ao todo 24 obras de autores europeus e sul-americanos, expostas até o dia 3 de Novembro. O enfoque dos organizadores é apresentar a arte que trabalha ideias de luz, movimento e infinidade.

Obras buscam a interação com o público de diversas formas (Foto: Mariana Benevides)

As obras foram feitas buscando a interação com o público à novas possibilidades
(Foto: Mariana Benevides)

Considerado um dos movimentos mais conceituados do século 20, a corrente artística revolucionou a arte se remetendo ao ideal da “luz pura” em suas pinturas e estruturas, mas ela não chegou a ter produções nas terras brasileiras.

O monitor do museu Andrew Carlin, comentou sobre a importância da vanguarda no país. “No Brasil, não chegou o movimento do grupo Zero, mas chegou a sua influência”, evidenciadas nas produções de Lygia Clark e Hércules Barsotti, ambas expostas no museu.

Estrutura confeccionada por Lygia Clark e exposta no espaço Olho (Foto: Mariana Benevides)

Estrutura confeccionada por Lygia Clark e exposta no espaço Olho (Foto: Mariana Benevides)

O monitor ainda ressalta que um dos pontos importantes da exposição, a interação, está afetada, pois “ela não é efetivamente uma exposição do grupo Zero, por ela ter muitas replicas de obras de arte. Ela acaba sendo apenas visível, representativa, não tendo uma participação efetiva com a produção”. A infinidade de ideias está justamente na possibilidade de interagir com a obra, criando novas perspectivas que só ocorrem com as confecções originais.

O artista plástico Claudio Maciel, veio do Rio Grande do Sul para ver a mostra e recomenda para os que ainda não a visitaram. “Achei ela muito bem montada, trabalho bastante representativo. Já conhecia o movimento Zero, e indicaria a exposição para outras pessoas com certeza, por ser significativa na história da arte”.

HISTÓRICO

A vanguarda internacional ocorreu entre os anos de 1958-64, no período pós-guerra. Os artistas alemães Otto Piene e Heinz Mack buscavam reiniciar atividades informais, através de uma linguagem monocromática pictórica repleta de luz. Na época, a arte abstrata estava sendo oprimida, pois na Alemanha, mesmo após o termino da Segunda Guerra Mundial, encontrava-se resquícios das ambições de Hitler. Este, além de procurar uma raça ariana, também queria a efetuação de uma arte ariana, perfeita e sem espaço para a abstração.

Posteriormente, o também alemão Günther Uecker se uniu aos dois precursores. Juntos eles fundaram o movimento ZERO, que significava um recomeço tanto nas artes quanto na história. A superação de fronteiras, tanto nacionais quanto artísticas, teve importância central em uma Europa marcada pela guerra. Suas influências mostram-se presentes em várias vertentes artísticas a partir da metade do século XX.

Diversão

Dentro do espaço destinado a exposição, são encontradas três salas escuras com produções ligadas a “pureza da luz”. Essas atrações são as mais procuradas, por despertarem curiosidade tanto com as crianças, quanto os adultos.

Confira algumas fotos:

Crédito das fotos: Mariana Benevides

Veja mais sobre o movimento artístico em sua página oficial aqui.

Equipe: Luciano Simão, Pedro Melo, Roberto Rohden e Vithor Marques.

Fechado para comentários.