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Primeira semanada da Bienal não trouxe números significativos para a cidade

O evento de porte internacional ainda não impactou a rede de turismo, táxi e restaurantes de Curitiba

Beatriz Peccin

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A Bienal Internacional de Curitiba, realizada entre os dias 31 de agosto e 01 de dezembro, que exibe obras de 150 artistas em 100 espaços pela cidade, ainda não apresentou significativas alterações nos setores de turismo, alimentício e transporte,contrariando o esperado para a o período de um evento que movimenta a cidade.

“Eventos de grande duração rendem mais, pois possibilitam atrair um maior número de visitantes”, aponta a economista Rafisa Arruda. Em oposição, o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR), Luciano Bartolomeu, declara que “o movimento da Bienal foi muito pontual”.

Na edição anterior, em 2011, o evento teve menor duração, de 18 de setembro a 20 de novembro, e seguiu o padrão dos eventos de arte: local fixo para as exposições concentrado em regiões nobres.

Para a edição 2013 o evento inova com atrações diluídas pela cidade e inclui programas como mesas-redondas, palestras, oficinas e intervenções urbanas. Dessa forma, o público esperado para a edição deste ano é superior, gerando um impacto maior na economia local.

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Segundo Ademir Barboza, representante das empresas de turismo do Paraná (Sindetur-PR), o evento não gera mudanças para o setor. O que muda na cidade com eventos desse estilo são a questões de hoteleira, o transferer in-out, o comércio, os restaurantes e o tour entre os pontos turísticos da cidade.

“Não muda porque eles adquirem o pacote já de outros países ou estados, inclusos todos os passeios durante a estadia na cidade”, aponta o executivo do Sindetur-PR.

A falta de números precisos sobre o evento é justificado pelo representante do Sindetur-PR. “O fato de o evento ser distribuído durante os meses de agosto à dezembro não é algo prejudicial. Só é difícil mensurar a quantidade no aumento do turismo em um prazo imediato. Para isso, é necessário esperar o evento acabar, já que as pessoas vêm para exposições ou palestras que as interessam e isso pode estar diluído durante os meses da amostra”, explica.

Para as rádios-táxi também não houve nenhuma mudança do cotidiano. Nem aumento das frotas e nem aumento significativo de passageiros. “Normalmente nós não tomamos conhecimento oficial disso, não há uma informação para as centrais dizendo que precisa concentrar mais táxis em um único local”, diz Luiz Kubitzbi, presidente da Lig Táxi.

Os donos de bares e restaurantes ainda não sentiram nenhum resultado proveniente da mostra, como explica o diretor executivo da Abrasel, Luciano Bartolomeu: “só na capital, são cerca de 5 mil estabelecimentos e para sentir um impacto, é necessário que se tenha vários eventos acontecendo ao mesmo tempo, ou um só de grandes proporções e que traga um retorno considerável. A Bienal está sendo um evento pontual, podendo melhorar bastante até o final do ano. Por enquanto, ainda não temos esses dados”.

Para esse evento, o consumidor já pode encontrar bares e restaurantes com material gráfico em seis idiomas com todas as informações da cidade.  O resultado faz parte do programa do Ministério do Turismo junto à Abrasel, que visa principalmente a Copa do Mundo Fifa 2014.

Bartolomeu vê na Bienal uma retomada do crescimento do setor alimentício, já que desde o rigor com a Lei Seca, em junho, o movimento no setor caiu cerca de 30% no último semestre. “Eventos como esse ajudam a retomar o crescimento e acreditamos que os meses de setembro e outubro serão melhores que os de julho e agosto”, aponta.

Importância

Curitiba não recebia um evento internacional desde a última Bienal em 2011. Assim o executivo do Sindetur-PR afirma que “eventos desse tipo, sejam longos ou curtos, são sempre lucrativos para os setores. A Bienal Internacional é um evento de grande porte e sempre gera um efeito positivo para a cidade”, conclui.

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