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Primeiro dia de jogo da Copa do Mundo em Curitiba é marcado por manifestação

Agências de banco e tubos dos biarticulados foram os pontos mais prejudicados pelas atitudes dos vândalos

Por Gabriela Giannini
Revisão de texto: Bruna Caroline
Fotos: Gabriela Giannini e Nicole Lopes

O dia mais aguardado desde a confirmação de Curitiba como uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2014, foi marcado por uma discreta contradição pública: de um lado, torcedores ansiosos com o primeiro jogo sediado pela capital paranaense depois de 64 anos; e de outro, manifestantes protestando contra a corrupção e a má administração do dinheiro público durante as obras da Copa. O legado deste dia histórico foi um empate sem gols na partida entre Nigéria e Irã e, pelo menos, quatro agências bancárias depredadas, o tubo da estação Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) destruído, cerca de dez ônibus pichados e, e pelo menos 11 pessoas detidas pela Polícia Militar e pelo Batalhão de Operações Especiais.

A organização do movimento começou na Boca Maldita por volta das 14 horas e contou com mais dois movimentos paralelos: o feminista e o dos direitos humanos. Segundo Naiara Bittencourt, uma das organizadoras do movimento feminista, a escolha do dia do protesto foi baseada nos times em campo: “O sequestro de várias nigerianas que ficam à mercê de grupos que as escravizam e as estupram todos os dias, assim como o Irã que também é grande violador dos direitos humanos das mulheres, o manifesto serve como denúncia, já que o jogo envolve essas duas nações e acontece aqui em Curitiba”, relata.

Assim que a bola rolou no gramado, cerca de 250 manifestantes pertencentes ao grupo “anti-copa” seguiram pela Westphalen rumo a Arena da Baixada. Na altura da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), estes atearam fogo em sacos de lixo, deixando-os expostos no meio da rua, para assim, trancar a passagem dos carros, o que causou revolta nos cidadãos no local e bate-boca entre motorista e manifestante.

No cruzamento com a Avenida Iguaçu, havia um bloqueio da Polícia Militar que não deixou os manifestantes avançarem em direção ao estádio. Estes, já em número bastante reduzido, voltaram pela Marechal Floriano Peixoto, onde depredaram quatro agências bancárias e uma loja de óticas. Os manifestantes também quebraram estações tubos e picharam ônibus e muros, além de danificaram um carro.

Aos 45 do segundo tempo, os manifestantes foram dispersados na altura da XV de Novembro, onde o Batalhão de Operações Especiais em conjunto com a Polícia Militar realizou 5 detenções, que foram feitas, segundo o comandante da Polícia Militar, apenas após a obtenção das imagens dos criminosos, este ainda afirmou: “Nós estamos preparados para o pior”, ao ser perguntado sobre a preparação da PM durante os protestos na Copa.

 

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