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Projeto internet segura movimenta pais e alunos de Colégio em Curitiba

Pesquisa realizada com 451 alunos da instituição revela dados preocupantes

Bruna Caroline Santos Cavalheiro

 

Pesquisa revela que a maior parte dos alunos passa em média cinco horas diárias na internet.
Foto: Bruna Caroline

Foi realizado no Colégio Adventista do Boqueirão em Curitiba, uma pesquisa sobre os perigos aos quais crianças e adolescentes ficam expostos todos os dias na internet. O projeto envolveu 451 alunos de 12 à 17 anos e mostrou um cenário preocupante.  90% dos entrevistados acessam a internet diariamente, passando a maior parte desse tempo em redes sociais. O que mais preocupa é que apenas 30% dos pais sabem o que seus filhos fazem no mundo virtual.

Segundo Dados da última pesquisa da Safernet Brasil, entidade que combate a pornografia infantil na internet e luta contra os crimes e violações dos Direitos Humanos na rede mundial de computadores, de 1º de janeiro á 1º de abril de 2012 o Brasil recebeu 10.664 denúncias. Destas 5.268 relativas a pornografia infantil, com uma média incrível de 58 notificações por dia, e esse número só cresceu.

” Nos surpreendemos com o resultado, os alunos não tem consciência dos riscos que podem correr usando de forma descuidada a internet. Precisamos conscientizar” Relata Adriana Tavares coordenadora do projeto internet segura no Colégio Adventista do Boqueirão e membro do Comitê Nacional de Tecnologia & Dignidade Humana.

No último fim de semana o projeto Quebrando o Silêncio que neste ano trabalha com alguns temas, incluído a internet segura, mobilizou milhares de pessoas ao redor do mundo, inclusive na capital paranaense, a sair ás ruas e conscientizar a população sobre o assunto. O projeto continua dentro da escola, com palestras tanto para alunos, como também a chamada escolas de pais, onde um especialista fala a estes sobre a importância de acompanhar a vida dos filhos também, dentro do mundo digital.

O objetivo do colégio e fazer com que as crianças e os adolescentes entendam os riscos que a internet trás e os cuidados que devem manter na rede. E principalmente que se sintam a vontade para falar sobre qualquer tipo de abuso.  ”É muito difícil as crianças e adolescentes que sofrem abuso falarem para alguém, pois são poucas pessoas nas quais elas confiam. O  colégio esta passando esta confiança para nós, e tenho reparado que alunos tem procurado a coordenação para ajuda-los nesse tipo de situação” Declara a aluna Dara Sâmi, 17 anos, estudante da instituição.

Pessoas saem às ruas de Curitiba apoiando o projeto Quebrando o Silêncio.
Foto: Divulgação

” O projeto visa conscientizar tanto alunos como também os pais, todos precisam ser reeducados para que exista uma verdadeira mudança” relata Adriana. Agora a segunda fase do projeto vai trabalhar com alunos de 6 a 10 anos. ” Com eles o trabalho é diferente, o objetivo é educar, como são mais novos aceitam com maior facilidade” complementa. O projeto segue em andamento até o próximo ano, alcançando todos os alunos da instituição e a comunidade.

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