Público com mais de 60 anos adere a corridas de rua

Exercícios físicos estão entre as práticas ideais para ter qualidade de vida.

Por Angélica Klisievicz

A participação de idosos nas corridas de rua de Curitiba está se tornando cada vez mais frequente. Exemplo disso são as duas últimas edições das provas Maratona Caixa de Curitiba e  Track and Field Run Series (Shopping Muller), realizadas no último ano, com circuitos que variam entre 5 km e 42 km.

Exercícios físicos são fundamentais, principalmente na melhor idade. Foto: Isabela Mendes

Exercícios físicos são fundamentais, principalmente na melhor idade. Foto: Isabela Mendes

A Maratona da Caixa em Curitiba reuniu 145 pessoas com mais de 60 anos, enquanto a Track and Field teve 88 participantes dessa faixa etária.

A aposentada Maria Santos Lago, 69 anos, já participou da Corrida Norturna Unimed, de 10 km, com incentivo do marido, que pratica exercícios em sua companhia. Ela conta que começou a caminhar há 5 anos  e segue a rotina de atividades até hoje, correndo cerca de 50 minutos três vezes por semana. A aposentada ressalta que adquiriu resistência por ter praticado musculação durante 5 anos, o que a auxilia nas corridas. “Exercício físico, ainda mais nessa idade, faz bem até para combater a depressão”, conta.

Segundo o médico geriatra Paulo Luiz Honaiser, todo idoso – e qualquer pessoa que queira uma vida mais saudável -, antes de decidir praticar exercícios físicos, deve ter acompanhamento médico, fazer exames básicos para conferir a disposição e capacidade física. Honaiser relata que a prática de exercícios e alimentação saudável devem surgir desde quando se é criança. “A atividade física deve fazer parte da vida de todos”, recomenda.

Devido a essa demanda, diversas campanhas de corrida foram lançadas para incentivar não só as pessoas de idade, mas também o público em geral, a deixar de ter uma vida sedentária e passar a incluir atividades físicas e  reeducação alimentar à rotina. O resultado é visível. “Minha disposição e minha vontade de fazer as coisas melhoraram” diz a aposentada Maria.

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