Reforma prejudica comércio na Praça da Espanha

A reforma da Praça da Espanha começou há dois meses e já provoca reflexos ao comércio local. Apesar da queda nas vendas os lojistas estão confiantes com os resultados após o fim das obras.

Por Vitor Ferraz

A Praça da Espanha foi fechada com tapumes para o início da segunda fase das obras de reforma no dia 18 de julho. Segundo a prefeitura, as melhorias ainda devem demorar pelo menos mais sete meses. A obra vai custar mais de R$ 2 mi e deve beneficiar quem mora e trabalha na região. O projeto prevê a colocação de um novo piso, a melhoria na iluminação, a troca da bomba do chafariz, a construção de um palco e arquibancada, um novo parquinho para as crianças, além da reforma da Biblioteca Miguel de Cervantes.

Nesses dois meses que a praça ficou fechada o movimento caiu e os negócios pioraram para os comerciantes locais como explica  Rafael, sub-gerente da Gelato Diletto. “A venda caiu um pouco sim, mas por enquanto ela está se mantendo. Estamos com bons números, porém, aquele público de praça, as famílias, acaba sendo perdido.” Mas Rafael está otimista quanto aos benefícios que a reforma deve trazer a sua empresa e especula um aumento de 50% nas vendas de seu produto.

Além do aumento do número de frequentadores, a segurança para o público que visita a praça também precisa melhorar, de acordo com Paulo Henrique, gerente de loja da Freddo Gelatteria. “Essa mudança deve ser acompanhada de alguns outros incentivos, como a melhoria do acompanhamento da polícia, já que o local é ponto de encontro de jovens. Não é só a reforma que vai melhorar, precisamos também de um acompanhamento maior dos órgãos públicos”, completa Paulo Henrique.

 

Tapumes da obra servem como tela para artistas locais

A obra ainda apresenta uma bela iniciativa de artistas locais. Após um mês do início da segunda fase da obra, os tapumes, que interditam toda a extensão da praça, foram usados como verdadeiras telas para mostrar diversas obras e decorar o espaço. “É uma bela iniciativa, ela ajuda bastante na projeção da cultura e dos artistas locais e acredito que poderia ser copiada em outros espaços da cidade”, disse Gustavo Miranda, morador da região. Miranda ainda destaca que as obras de arte servem para atrair visitantes e acabam minimizando os impactos da reforma para os comerciantes locais.

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