Relatos de uma garota vítima do Holocausto

Ao entrar no Museu do Holocausto em Curitiba, há a seguinte frase: “Apesar de tudo, ainda acredito na bondade humana” – Anne Frank.

Anne Frank foi uma jovem alemã, de origem judaica, que se tornou símbolo do Shoá. Nascida em 1929, era filha de Otto e Edith Frank. Seu pai foi um oficial condecorado que lutou no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Porém, com a ascensão do Nazismo e o aumento da perseguição dos judeus, a família mudou-se para Amsterdã, na Holanda.

Aos treze anos, Anne Frank ganhou de seu pai um livro, que passou a utilizar como diário. Nele, a jovem registrava fatos de sua vida corriqueira e aos poucos começou a relatar as dificuldades enfrentadas pela comunidade judaica, devido a ocupação Nazista da Holanda, em 1940. No verão de 1942, a família Frank transferiu-se para um esconderijo a fim de fugir dos campos de trabalho forçado.

Durante dois anos, eles, uma outra família e o dentista Fritz Pfeffer viveram escondidos neste “anexo secreto”, que ficava atrás de uma estante de livros. Com tantas pessoas morando juntas em um espaço tão pequeno, as condições de sobrevivência eram precárias e conseguir comida era cada vez mais difícil. Mas Anne manteve seu diário a todo momento.

Na manhã de 4 de agosto de 1944, a polícia nazista invadiu o anexo, cuja localização foi denuncida por um informante jamais identificado. Todos os refugiados foram interrogados e a família Frank foi enviada para o campo de concentração de Aushwitz, na Polônia. Mais do que um campo de concentração, era também um campo de extermínio. Idosos, crianças pequenas e todos aqueles que fossem considerados inaptos para o trabalho eram separados dos demais para serem exterminados de imediato.

Anne faleceu com apenas 15 anos, em março de 1945, vítima de uma epidemia de Tifo que se espalhou pelo campo. Otto Frank foi o único membro da família que sobreviveu e voltou para a Holanda. Foi então, que encontrou os relatos da filha e publicou pela primeira vez em 1947.

O livro “Diário de Anne Frank” (A voz de uma garotinha) foi traduzido para diversas línguas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. O livro, que começou como um simples diário de adolescente, transformou-se num comovente símbolo do terror nazista.

 

“Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.” Anne Frank

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Equipe: Gabriela Fialho, Lara Pessôa e Manuella Niclewicz

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