Marie e Ahmad, se reencontram após quatro anos, e terão de enfrentar questões delicadas sobre seu passado.
Crítica: O Passado

Depois de grandes filmes como ‘Procurando Elly’ e ‘Separação’, Asghar Fahardi apresenta ‘O passado’, um drama familiar minimalista.

Por Natália Moraes

O diretor iraniano Asghar Fahardi, que em 2011 levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e o Urso de Ouro por “A Separação” apresenta agora outro drama familiar, “O Passado”.

Depois de quatro anos separado de sua mulher, Ahmad, interpretado por Ali Mosaffa, retorna a Paris para reencontrá-la e assinar os papéis do divórcio. Marie, vivida pela atriz Berenice Bejo, hospeda Ahmad em sua casa, onde ela vive agora com suas duas filhas, seu novo companheiro e o filho dele.

Marie e Ahmad, se reencontram após quatro anos, e terão de enfrentar questões delicadas sobre seu passado.

Marie e Ahmad, se reencontram após quatro anos, e terão de enfrentar questões delicadas sobre seu passado.

A chegada de Ahmad a casa de Marie desencadeia uma série de conflitos entre seus moradores. A filha mais velha de Marie, esconde um segredo que a atormenta constantemente. O novo companheiro de Marie, Samir (Tahar Marim), é casado, e sua mulher encontra-se em coma vegetativo no hospital há 8 meses. A atmosfera de tensão é instalada e eles terão de confrontar uns aos outros e a si mesmos, e descobrem que possuem uma frágil ligação com o passado, que não os deixa seguir adiante. As duas crianças, em sua inocência, assistem todo o conflito de perto.

Essa atmosfera tensa e pesada, respinga na fotografia e na arte. Todas as cores são frias, puxadas para o marrom, azul e verde, deixando tudo com aspecto nublado e sem vida. Exceto algumas cenas onde aparecem as crianças, onde há cores vivas, como o vermelho e amarelo, demonstrando que as crianças são as únicas que vivem sem remorsos.

A trama flui e se desenvolve de forma natural, envolvendo o espectador dentro daquela família, onde cada um vive seu drama pessoal. O diretor arranca atuações realistas e efetivas dos seus atores, sem apelar para saturações dramáticas. Cada um dos personagens é apresentado em todo o seu contexto e facetas, deixando o julgamento moral a cargo do público.

PROGRAMAÇÃO

Espaço Itaú de Cinema | Shopping Crystal
Segunda 14/04
15h20

UCI Estação | Shopping Estação
Quarta 16/04
14h50

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