Ruínas do Casarão Macedo, Antonina/PR

 

Armazém dos Macedo
Foto: Letícia Joly

Do antigo depósito de erva-mate, restam apenas algumas paredes dos Armazéns dos Macedo – as Ruínas do Casarão. Não há mais portas, nem janelas e o chão é coberto de grama e destroços das ruínas. Pra completar a paisagem, as ruínas do casarão ficam localizadas à beira mar, dando vista para a baía de Paranaguá. Mesmo com quase toda a estrutura ruída, conseguimos ter dimensão da opulência do antigo casarão, que preserva a suntuosidade de sua arquitetura.

O casarão dos Macedo é dividido em duas partes: uma era o depósito de erva mate, e a outra era a residência dos Macedo. Dentro do espaço que era o depósito de erva mate, que tem aproximadamente 300 anos de história, existem arcos de aproximadamente um metro de altura, que eram usados para não deixar a erva mate entrar em contato com o solo e molhar com a maré que muda frequentemente.

Lenda

Dizem que há muito tempo em Antonina, um grupo de ciganos acampou no local onde hoje fica a Praça Coronel Macedo. Uma jovem cigana chamada Bartira, filha do chefe dos ciganos foi se refrescar mergulhando próximo ao local onde hoje ficam as Ruínas do Casarão Macedo. Contam que a moça tinha uma égua branca de cabeça preta, sua fiel companheira. Mas naquela tarde a pampa retornou sozinha ao acampamento. Preocupados, buscaram pela jovem e a encontraram morta, afogada após bater a cabeça em uma pedra.

Como a moça era cigana, o padre não permitiu que seu corpo fosse abençoado na igreja e enterrado no cemitério. Por isso, seus pais a sepultaram no próprio acampamento. A pampa ficou muito triste, não saía de perto do local onde repousava Bartira. O animal foi vendido e os ciganos foram embora, mas a égua continuou vagando à procura da dona, até aparecer morta no local onde hoje está o coreto da cidade.

Conhecendo Antonina
Pharmácia Internacional
Pousada Atlante
Despedida

Giulie Hellen Oliveira de Carvalho
Lana Gillies
Letícia Joly

 

Fechado para comentários.