Salário de Fruet gera polêmica

“Se nós cidadãos conseguimos sobreviver com R$ 700,00,
imagine o prefeito com esse dinheiro todo”

Por Gabriela Oliveira e Helem Barros

 

O atual prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, recebe o salário mais alto dentre todos os chefes dos executivos municipais do país. O valor bruto é de R$ 26723,13 – igual ao teto nacional concebido aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e da presidente Dilma Rousseff, previsto na Constituição Federal.

Para se ter uma ideia, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ganha por mês R$13964,94, praticamente metade do valor recebido por Fruet. Além do prefeito de Curitiba, o governador Beto Richa também recebe o maior salário para o cargo no país.

O salário dos prefeitos e governadores Vaira de estado para estado, “seus salários se pautam na base estabelecida pela remuneração média dos desembargadores e juízes locais”, assinala a assessoria de imprensa da prefeitura de Curitiba.

CURITIBANOS QUESTIONAM SALÁRIO

A alta remuneração dos políticos do Estado é questionada pelos curitibanos: Paola Vargas, 27 anos, professora, ficou surpresa ao saber que o prefeito recebe o maior salário do país. “Nossa, o correto seria todos os prefeitos receberem um valor equivalente. Com certeza Fruet deveria ganhar bem menos.” Fábia Golderti, 32 anos, agente de saúde, diz que “se nós cidadãos conseguimos sobreviver com R$ 700,00, imagine o prefeito com esse dinheiro todo”. Já Paulo Roberto de Oliveira, 18 anos, estudante, acha revoltante o salário ser tão alto, “se o Fruet destinasse um pouco de seu salário à cidade, muitas benfeitorias poderiam ser feitas. Eles ainda ganham um monte de regalias, como hotéis e carros de luxo, que é pura ostentação”, finaliza o estudante.

O DESTINO DOS 30%

Assim como fizeram seus antecessores, Fruet doará 30% de seu salário. Mas ao contrário de Beto Richa e Luciano Ducci, Fruet não destinará essa parcela para os cofres públicos e sim para uma instituição. “Desde os tempos de deputado federal, Fruet sempre destinou a chamada verba de representação – passagens aéreas, diárias e outros – apara instituições ligadas à Igreja Católica, sem nunca ter feito disso um instrumento de autopromoção. Quando assumiu a prefeitura de Curitiba, Fruet decidiu que faria o mesmo com 30% de seu salário”, justifica o assessor de comunicação do prefeito, Abraão Benício.

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