skate
Skate luta para virar modalidade olímpica

Esporte pode estar nas Olimpíadas do Japão em 2020

Por Natalia Filippin e Giully Regina de França

O Japão será a próxima sede dos Jogos Olímpicos em 2020 e o Comitê Organizador divulgou em setembro uma proposta para incluir basebol e softbol, escala esportiva, caratê, skate e surfe no programa das Olimpíadas. O Comitê esclareceu que o skate foi escolhido para concorrer a uma vaga nas Olimpíadas por ser um esporte popular entre jovens do mundo todo.

Segundo o projeto, seriam acrescidas 18 competições e mais de 400 atletas em relação aos dados dos jogos do Rio 2016, que contará com 10 mil participantes. A decisão será anunciada na 129ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, que ocorrerá em agosto de 2016 no Rio de Janeiro.

A questão olímpica gerou polêmica para os skatistas. Em entrevista para a Gazeta do Povo, Bob Burnquist, conhecido como pai da megarrampa, defendeu que o skate não precisa virar uma modalidade olímpica para ganhar reconhecimento. “A gente já faz o skate sozinho. Campeonatos já acontecem e temos boa representatividade. Não dependemos da Olimpíada”¢, indica o skatista¢.

O skatista Rudy da Silva acredita que o skate não virá a se tornar um esporte olímpico. Segundo ele, “skate é como a música; cada um faz do seu jeito com seus acordes e notas. Com o skate nos expressamos e cada um pinta sua tela, compõe sua música, filma sua manobra e só tem que provar a si próprio se isto está bom ou não”, conclui.

Já João Pedro Lima Pereira é skatista amador e afirma que o esporte pode fazer parte do programa olímpico. “É um esporte de muita influência no mundo todo. Daqui a alguns anos deverá fazer parte dos Jogos Olímpicos”.

Guilherme Henrique Kozak também é skatista amador, treina há três anos e crê que o skate “é um estilo de vida, e deveria ser um esporte olímpico porque cada vez mais o skate vem crescendo mundialmente”.

Como um esporte se torna olímpico?

O primeiro passo para um esporte entrar nas Olimpíadas é ser reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional, e os requisitos são:

  • Ser praticados por homens em 75 países e no mínimo quatro continentes;
  • Praticado por mulheres em 40 países e no mínimo três continentes;
  • Para um esporte entrar, outro precisa sair e essa decisão cabe ao COI;
  • O esporte será incluído com sete anos de antecedência dos jogos olímpicos em questão.

Mesmo que um esporte não esteja incluso no programa olímpico, ainda pode ser reconhecido pelo Movimento Olímpico, grupo de organizações, atletas e outras entidades regidas segundo os Estatutos Olímpicos e que reconhecem a autoridade do Comité Olímpico Internacional. Esse é o primeiro passo para a inclusão de um esporte no programa. Para o esporte conseguir esse reconhecimento, a sua Federação Internacional deve existir a dois anos no mínimo, além de ter que provar para o Movimento Olímpico, que o esporte possui um caráter olímpico e um estatuto.

Confira alguns locais para a prática do skate na capital paranaense

Fechado para comentários.