Taxistas estudam implantar aparelho antiladrão

Classe está cansada de sofrer na mão dos bandidos

Caio Porthus e Bruno Krieger

Táxis hoje demoram e são um problema para quem tem pressa em horários de trânsito. Foto: Caio Porthus

Táxis hoje demoram e são um problema para quem tem pressa em horários de trânsito
Foto: Caio Porthus

Um dos maiores problemas para taxistas certamente são os assaltos que acontecem quase que diariamente em Curitiba. Um levantamento do Sindicato dos Taxistas (Sinditáxi) divulgado há dois anos, mostra uma média de seis assaltos por dia.

“Só digo uma coisa, está um caos”, revela Abimael Mardegan, presidente do Sinditáxi.  ”Não há um tipo específico de assaltante, existem vários, desde mulheres grávidas, passando por pessoas de paletó e gravata, idosos e etc. E é uma situação complicada que vivemos na cidade, qualquer passageiro pode assaltar um taxista. Nós pedimos sempre junto a Polícia Militar mais fiscalização, blitz e abordagens”.

Em março deste ano, um grupo de ladrões foi perseguido por taxistas depois que os primeiros assaltaram um colega em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba e agrediram os acusados. O taxista afirmou ter sido assaltado nove vezes na época.

Para a associação dos taxistas, além da colaboração da Polícia Militar e da Guarda Municipal, está prevista a instalação em todos os táxis de um dispositivo antirroubo, cujo objetivo é coibir esse tipo de ação. ”É uma ideia que estamos estudando junto à Guarda Municipal e Polícia Militar. Instalamos um dispositivo nos carros para acionar rapidamente as autoridades”, explicou Abimael.

Procurada pela reportagem do Comunicare, a Polícia Militar por meio de sua assessoria de imprensa diz que vem agindo por meio de blitz pela cidade e abordagens educativas, como abordar os taxistas informando para que não reajam aos assaltos. “É importante ressaltar que os taxistas não reajam aos assaltos. Sobre o aparelho antirroubo a PM não pode esclarecer mais detalhes”, afirma.

Hoje em Curitiba há 2.252 táxis, mas com a licitação prevista para o ano que vem o número deve ser elevado para 3.002. A Urbs diz que essa questão é um problema de segurança pública, e que seu trabalho é de fiscalizar os taxistas.  Com a Copa do Mundo, que será no meio do ano que vem, a preocupação continua tanto em relação aos assaltos quanto em relação ao número de táxis.

Equipe: Bruno Krieger, Caio Porthus, Hélcio Weiss e Leonardo Dulcio

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