Vídeos Virais: o que dizem os especialistas

Veja o que especialistas e a audiência falam sobre as características mais importantes dos vídeos virais. Desde produções caseiras até anúncios publicitários, cada um tem peculiaridades que chamam a atenção dos internautas

Por Érika Lemes

Existe uma diferença entre vídeos populares e publicitários. Um acontece ao acaso, não possui fins lucrativos nem estratégia de persuasão do ouvinte, por exemplo o do “Marco Véio” e o da Giovana do Forninho. O outro é pensado, estipulado e analisado para atrair quem o assiste, como o do Dumb Ways to Die, e os comerciais da OLX. Portanto, a maneira de estudar os dois tipos é diferente. Os produzidos por grupos humorísticos – Porta dos Fundos e, o exemplo local, Tesão Piá – também entram na categoria de virais.

O estudante de Jornalismo, Gabriel Massaneiro, 19, que faz parte do público alvo dessas produções, a defende que no caso dos anúncios publicitários, as empresas tentam passar a ideia de algo mundano. Entretanto, possui um elemento artificial, talvez não muito óbvio, impregnado na essência e que a maquiagem da produção não consegue esconder. Já os virais populares são, segundo ele, “completamente opostos aos publicitários, não são forjados ou produzidos”, e portanto a chance de fazer  fama é imprevisível, já que não tinham o intuito de fazer sucesso.

O professor e mestre do curso de Publicidade e Propaganda na PUCPR, Felipe Belão Iubel, afirmou que, para se tornar viral, um vídeo precisa tratar de um assunto sério, relevante, mas também ser engraçado e divertido. Ele acredita que no Brasil as propagandas humorísticas inteligentes existem, mas estão passando por uma crise de criatividade provenientes do excesso do “politicamente correto” e dos radicalismos religiosos. “Essa efervescência de discussões está levando as marcas e criativos a pisarem em ovos na hora de colocar a mensagem na rua”, afirmou Belão, o que desfavorece a divulgação desse modelo midiático.

Originalidade, uma ideia boa e espontaneidade são características, citadas por participantes do grupo humorístico curitibano chamado Tesão Piá, fundamentais para uma produção midiática de grande repercussão. Cadu Sheffer, Jessica Medeiros e Luana Roloff, atores dos vídeos, afirmaram, porém, que não existe uma fórmula exata que dê certeza da viralização dessas criações.

O grupo Tesão Piá, por exemplo, surgiu como cópia de uma ideia Nova Iorquina chamada “Shit New Yorkers Say”, trazida para o Brasil por um grupo gaúcho chamado “Coisas que Porto Alegre Fala”. Desde o início o objetivo era fazer uma espécie de sátira aos costumes curitibanos, e pela peculiaridade da cultura local, dos costumes e das gírias, não faltou enredo para a recriação de situações cômicas cotidianas. Os integrantes do grupo afirmaram ainda que o público “passou a achar muito divertido se ver retratado em nossos vídeos.”

 

Quer conferir os vídeos, clique nos links abaixo:

Tesão PiáPorta dos FundosMarco VéioGiovana do forninhoComercial OLXDumb ways to die.

 

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