A História do Halloween

 A festa desde seus primórdios até a relação com o Brasil

Fernanda dos Santos

   Essa comemoração milenar começou com os povos celtas da Irlanda e marcava o fim do verão.  Vindo do Druidismo, uma religião que foi apagada pelo tempo e pela falta de registros, a festa pagã do Samhain (se pronuncia souen) era um culto aos mortos. Para os celtas, a morte era um acontecimento alegre pois significava que o falecido partiria para um lugar perfeito.

   Com o passar do tempo essa cultura se miscigenou com a cultura latina, o que começou a alterar as festividades de raízes celtas. Desde então, não só a cultura de outros povos como a religião desviaram as tradições originais. Há uma hipótese de que a igreja católica tenha tentado eliminar a festividade do Samhain (que era celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro) com restrições na comemoração no Dia de Todos os Santos  (celebrado no dia 1 de novembro).  Com o crescimento da festividade, a data ganhou uma celebração vespertina (ou vigília) na noite anterior, que seria o dia 31. Essa vigília era chamada de All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos) que foi sofrendo alterações para All Hallowed Eve e All Hallow Een, até chegar a denominação como conhecemos hoje, de Halloween.

   Tomadas as grandes proporções da festa de Haloween, os emigrantes irlandeses levaram a festa para os Estados Unidos, que transformaram a data para o que conhecemos hoje.  A relação com as bruxas, também incorporada pelos americanos, vem da idade média, quando curandeiros eram perseguidos, julgados e levados a fogueira.  Outras relações foram incorporadas e são famosas inclusive no Brasil, como a abóbora e o ato de pedir doces ou travessuras. O que restou da festividade original foi a referência aos mortos, o que trouxe os símbolos comuns nesta data como caveiras, gatos pretos e bruxas.

 Halloween Night Run

   No dia 26 de outubro a Halloween Night Run aterrorizou o  Parque Barigui. Vários atletas e aspirantes com as mais assustadoras fantasias participaram dessa inusitada competição entre os percursos de 6 e 9 km. O evento contou com 1200 inscritos que entraram no clima da brincadeira. O corredor José Soares estava treinando no Parque e resolveu participar da corrida. “Notei que a corrida era diferente dessas que a gente participa por ai”, comentou ao se deparar com as fantasias.

José se preparando para a corrida / Foto: Gabriel Sawaf

José Soares se preparando para a corrida / Foto: Gabriel Sawaf

   O estudante de direito Guilherme Menozo disse que a prova estava muito boa e bem organizada, só lamentou um pequeno problema com a iluminação. “Teve um trecho que estava totalmente escuro e deu muito medo em mim, acredito que em outros corredores também, de acabar caindo e se machucar”, contestou.

Gabriel Menozo comemorando / Foto: Gabriel Sawaf

Gabriel Menozo comemorando / Foto: Gabriel Sawaf

   O empresário Geraldo Rhinon tinha como parte de sua fantasia uma cabeça de cavalo. ” Tava difícil de enxergar e de respirar também. Tropecei algumas vezes e as pessoas se assustavam com o cavalo”, comentou completando que gostou bastante da corrida.

A cabeça de cavalo de Geraldo Rhinon / Foto: Gabriel Sawaf

A cabeça de cavalo de Geraldo Rhinon / Foto: Gabriel Sawaf

   Eduardo Gonçalves, administrador,  levou a filha para a corrida. “Muito bom praticar esportes e incentivar os pequenos”, acrescentou.

Eduardo Gonçalves e a filha Mariana / Foto: Gabriel Sawaf

Eduardo Gonçalves e a filha Mariana / Foto: Gabriel Sawaf

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