Cenário de HQs cresce em Curitiba

Cidade tem diversas escolas com cursos de especialização no gênero

Por Ivo Tragueto Neto, Mateus Bossoni e Kevin Cruz

Apesar de Curitiba estar longe de ter uma indústria de história em quadrinhos, a cidade já conta com muitos produtores. E, graças ao espaço amplo para o lançamento de HQs, muitos artistas da capital já publicam as suas histórias de forma independente. Isso mostra a expansão do cenário das HQs em todo o Brasil, e em especial na capital paranaense, na qual já existem diversas escolas com cursos de especialização no gênero.

Além disso, um dos mais importantes eventos nacionais de quadrinhos é realizado todos os anos em Curitiba. Trata-se do GIBICON (Convenção Internacional de Quadrinhos), que reúne diversos artistas de HQs (Histórias em Quadrinhos) de todo o Brasil.

Com 24 anos, o professor de artes Luan Vinicius foi alfabetizado com gibis aos seis anos de idade e, desde então, tornou-se um grande aficionado de HQs. Para ele, as revistas nacionais já estão no mesmo nível dos HQs reconhecidas internacionalmente. “Existem muitos quadrinhos nacionais que não deixa nada a desejar para as ‘gringas’”.

O nono FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), que aconteceu entre os dias 11 e 15 de novembro em Belo Horizonte, contou com o lançamento de 11 HQs curitibanas. O evento que reuniu cerca de cem quadrinistas reconhecidos tanto no Brasil, como no mundo.

Entre as obras curitibanas lançadas no FIQ deste ano estão “Senhor dos Porcos” e “Sossego”, de Adriano Loyola; “Pulp”, da artista e bacharel em letras Paco; e “A Samurai”, do quadrinista Yoshi Itice. Também participou da FIQ a artista gráfica, roteirista e desenhista Bianca Pinheiro, autora da webcomic “BEAR” e “Dora”.

Capítulo do quadrinho Gralha | Fonte: Divulgação

Capítulo do quadrinho Gralha | Fonte: Divulgação

Diagramador faz reportagens em quadrinhos

O diagramador  da Gazeta do Povo Robson Vilalba atualmente se dedica aos quadrinhos jornalísticos. Ele conta que o processo inicial é o mesmo do jornalismo convencional, produzido a partir de entrevistas e pesquisas. Somente após essa etapa, inicia-se o processo de planejamento da página com composição, referências fotográficas e arte.

As limitações, como a dimensão do papel e o prazo para entrega, são alguns dos desafios que Vilalba enfrenta no processo criativo. Ele declara que não enfrenta dificuldades em desenvolver as ideias e comenta que não há limitações criativas. “Não entenda criação aqui como algo transcendental ou uma inspiração mediúnica. E, sim, como uma capacidade de desenvolver uma ideia, de onde partir, como contar, e o que priorizar”.

 

Capa do HQ curitibano Bocas Malditas | Fonte: Editora Dogzilla

Capa do HQ curitibano Bocas Malditas | Fonte: Editora Dogzilla

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