Conhecendo Antonina (despedida)

O professor de história, Julio Cesar Siqueira, em entrevista, também falou um pouco sobre Antonina

Giulie Hellen Oliveira de Carvalho: Antonina foi tombada como patrimônio histórico. A cidade tem uma história esplendorosa? 

Julio Cesar Siqueira: Esplendorosa, esplendorosa, não. A cidade tem histórias curiosas e tudo mais e uma importância porque a cidade de Antonina foi uma das primeiras povoações do Paraná. Quando Antonina foi fundada, povoada no início do século XVIII, o Paraná ainda não existia, era comarca de São Paulo, um território independente da comarca de São Paulo e só depois passa a fazer parte da província de São Paulo. Mas, neste momento então era uma das primeiras povoações. Quando o pessoal português chegou aqui no período da época colonial, eles vieram para Paranaguá e de Paranaguá foram subindo a serra em direção ao primeiro planalto, então acabaram “encontrando” os sambaquis que deram origem ao que futuramente se chamaria de Antonina.

Giulie: Quando Antonina foi tombada como patrimônio histórico, deu algum destaque para a cultura paranaense?

Siqueira: A gente não pode definir a cultura paranaense. Assim como o Paraná foi sendo formada sob várias miscigenações raciais, é difícil você definir uma cultura de fato paranaense, é uma cultura mais caiçara, então mais nativa, mais indígena do que propriamente formatada nos moldes europeus. Você pode perceber isso principalmente na questão da culinária, toda ela é fundamentada em farinha

 

Centro histórico de Antonina

Centro histórico de Antonina
Foto: Letícia Joly



O dono da Sorveteria Gelato’s nos cedeu uma entrevista sobre como é viver em Antonina, seu nome é Leandro Brauckl.

Lana Gillies: Quanto tempo mora aqui em Antonina?

Leandro: Cinco anos.

Lana: O que te fez vir para cá?

Leandro: Negócios, clima quente, turismo. Fiz uma viagem mais pra trás para Ilha do Mel, quando desci de trem em Morretes ai me despertou a vontade pelo negócio do sorvete. Procurei Morretes primeiro e como a cidade fechou as portas pra mim, fiquei em Antonina. Acabei gostando. Um povo receptivo, humilde, que não concorre à disputa de bens ou ostentação de luxo. É o negocio com a qualidade de vida. Antonina tem isso, é uma cidade boa para se morar.

 Lana: Qual é o período que mais turistas vem para Antonina?

Leandro:  A temporada é a época em que mais vem turistas. Vem estrangeiro, param navios no porto. Mas turismo não é o forte de Antonina como Morretes, mas poderia ser. Mesmo sendo uma cidade muito melhor que Morretes. Se eu tivesse um dom pra política eu gostaria de me dedicar à Antonina. Antonina tem muito pra investir e para se tornar uma cidade linda. Ela tem 300 anos de historia, isso não é para qualquer território.

Lana: Você gosta de morar aqui?

Leandro: Eu adoro, é uma sensação de estar em férias sempre, é maravilhoso e se Deus quiser eu não quero mais sair daqui. Aqui se vê o lado da felicidade, aqui se vive muito bem. quiser eu não quero mais sair daqui. Aqui se vê o lado da felicidade, aqui se vive muito bem.

E aqui é finalizada a reportagem multimídia de Antonina. Um lugar incrível, com belas histórias, pessoas amáveis e comida típica incrível.

Conhecendo Antonina
Ruínas do Casarão dos Macedo
Pharmácia Internacional
Pousada Atlante

Giulie Hellen Oliveira de Carvalho
Lana Gillies
Letícia Joly

 

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