Curiosidade sobre o vinho

QUAL TAÇA ESCOLHER?

Para cada vinho uma taça diferente

Daniela Leal

Se você  quer investir em vinhos melhores, o ideal também é investir em algumas taças apropriadas para bebê-los. Existem taças de todos os formatos, tamanhos, baratas, caras e divertidas.

As taças devem atender a certas características, ditadas não apenas pela estética mas também pelas “exigências” de determinados vinhos.  Segundo o Sommelier, Alex Sandro Moreira, a taça ideal para um vinho de gosto muito fresco e ácido deve ter um formato que dirija a bebida para as laterais da língua, ponto que percebem esses sabores.

COMO O VINHO CHEGOU NO PARANÁ?

Uma viagem de séculos

Julia Baggio

Ao se falar de vinho, logo remetemos a colônia de onde o mesmo era produzido. A colonização italiana é muito forte no Sul do país, localizada também no estado do Paraná. A imigração italiana no Brasil foi intensa a partir de 1878, até o início do século 20. Já em Curitiba, os italianos chegaram a partir de 1872, estabelecendo-se, como agricultores, em vários núcleos coloniais da região. O bairro de Santa Felicidade é conhecido pela preservação da cultura italiana, em Curitiba, principalmente na gastronomia. Há inclusive um passeio na cidade, chamado “Caminho do Vinho”, que conta um pouco sobre a colonização.

Segundo o professor de história regional, da PUCPR, Fernando Cunha, os italianos começaram atividades agrícolas logo que chegaram ao Paraná. “Inicialmente o foco era na plantação de café, e a plantação de parrerais era focada no estado do Rio Grande do Sul. Porém, com o tempo a produção de vinho se estabeleceu também no Paraná, fazendo que o cultivo de uva também crescesse gradativamente na capital paranaense”.

Em 1900, viviam no estado do Paraná mais de trinta mil italianos, espalhados por catorze colônias etnicamente italianas e outras vinte mistas e passaram a compor a mão-de-obra da região. “Colombo, hoje, é a maior colônia italiana encontrada no Paraná, e foi onde se localizaram também os primeiros italianos no estado”, comenta Cunha.

Mesmo não sendo a produção de maior escala entre os imigrantes, a uva colaborava muito para o sustento das famílias agricultoras da região. “A produção do vinho servia entre os colonos para venda do produto, mas também para consumo próprio. Tudo que era consumido pelas famílias era produzido por eles mesmos, era uma questão real de produção para sobrevivência” explica o professor.

Com um tempo houve a massificação e a modernização da produção do vinho. Novas máquinas e estilos para conservação do vinho surgiram, e com eles a plantação de parreirais diminuiu por conta do fácil acesso as uvas do estado do Rio Grande do Sul. Ainda segundo o professor Fernando Cunha, a produção de vinho no Paraná diminui e focou em uma região. “Hoje podemos perceber que a maior concentração de italianos se localiza no município de Colombo, e a produção de vinho portanto se localiza em Colombo, Santa Felicidade e São José dos Pinhais. Já não vemos tantas plantações de uva e sim a produção do vinho, um dos maiores e mais conhecidos como o vinho da família Durigan, que se localiza, em Santa Felicidade.”

A produção de vinho no estado do Paraná tem grande história e grande centros de produções até hoje, além de fazer parte da história as famílias tradicionais italianas que até hoje remetem a  época de colonização italiana, seja por seu estilo de vida ou pela continuação de produtos renomados no mercado.

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