(Crédito: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas)
Curitiba tem agosto mais quente em 18 anos

Massa de ar seco mantém umidade relativa do ar baixa

Por: Guilherme Almeida, Israel Scopel, Luiz Felipe Elias

Dando continuidade a um início de inverno atipicamente quente, o mês de agosto registrou em Curitiba temperaturas mais altas que o normal como não ocorria havia 18 anos. A média de máximas para a primeira quinzena do mês foi de 26,7° C – no mês inteiro, a média de temperatura ficou em 17,2° C, (1,7° C a mais que a maior média histórica desde então, de 1997). A umidade relativa do ar também ficou abaixo do esperado para esta época do ano.

Segundo as análises climáticas do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), as alterações ocorreram devido a um bloqueio atmosférico, também conhecido como massa de ar seco. O fenômeno costuma fazer com que as condições climáticas permaneçam estáveis, sendo necessária a entrada de uma frente fria para alterar tais circunstâncias.

Muito do elevado nível nas temperaturas de deve ao fenômeno natural El Niño, que se caracteriza por aquecer as águas do Oceano Pacífico, fazendo com que subam, também, as temperaturas, durante sua passagem pela região.

A meteorologista Beatriz Porto, do Instituto Simepar, explica que este período de poucas chuvas e altas temperaturas pelo qual o Estado do Paraná está passando não tem qualquer relação com as temperaturas do Verão.

Calor causa impacto em atletas

Os praticantes de esportes divergem sobre os efeitos das altas temperaturas deste inverno. Rúbia Almeida, 26 anos, que corre todas as manhãs, vê como positivo o fenômeno: “Não gosto de correr com frio, dá muita preguiça. A meu ver, é muito melhor uma temperatura dessas. Você acaba ganhando mais ânimo”.

Já Hector Spancerski, 49 anos, que pratica caminhada diariamente durante o fim de tarde, assinala a mudança no tempo como negativa. “Gosto de praticar atividades físicas no inverno justamente por causa desse ‘friozinho curitibano’. Correr com temperaturas mais altas me incomoda um pouco, o tempo fica abafado, é ruim”.

El Niño faz referência à figura de Jesus

O fenômeno El Niño costuma aparecer em dezembro, próximo ao Natal. Por isso, o nome  do fenômeno faz referência ao “Menino Jesus” – em espanhol, “Niño Jesus”. Porém, no ano de 2015, especialmente, o evento apareceu com grande intensidade já no meio do ano, durante o inverno.

 

 

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