Entrevista Thalita Rebouças

Gabriela Kuzma

Escritora Thalita Rebouças lança seu 15° livro.

Escritora Thalita Rebouças lança seu 15° livro.

Fenômeno da literatura atual Thalita Rebouças iniciou sua carreira em 1999, mas só começou seu grande sucesso em 2003. Após se formar na faculdade de jornalismo Thalita decidiu investir na carreira de escritora, e hoje já vendeu mais de 1 milhão de livros, além de lançar um projeto com o incentivo à leitura para jovens. Com a coleção Fala Sério e diversos títulos individuais a escritora trata em seus trabalhos de temas relacionados com a vida de adolescentes e lançou agora seu 15° livro

PC- Como surgiu seu gosto pela leitura?

Thalita Rebouças – Há quando eu era pirralha eu lia muito gibi do Mauricio de Souza, depois eu passei pros livros do Ziraldo, e fui lendo, foi desde que eu era pequenininha mesmo.

PC- Você é a “queridinha” dos jovens. A que atribui o sucesso que faz com a garotada?

Thalita Rebouças – Eu acho que é o humor dos meus livros, isso faz com que os adolescentes gostem de ler porque eles se divertem. E por eu não passar nenhuma lição de moral, eu quero que eles leiam e tirem as conclusões deles com base do que leram. Eu nunca quero ensinar nada, então acho que eles se identificam com isso. E eles também se identificam com os personagens, acreditam que eles poderiam ser os personagens.

PC- Como surgiu a ideia de virar escritora?

Thalita Rebouças – Há desde que sou pequena eu gostava de escrever, tinha meus livrinhos, e quando me formei em jornalismo, jornalista não pode inventar historia e eu gostava de inventar historia então com 25 anos eu lancei o meu primeiro livro, eu já estava trabalhando no jornalismo, mas eu queria realizar esse sonho de criança, então eu lancei meu primeiro livro.

PC- Escrever para leitores específicos é mais difícil do que produzir para adultos?

Thalita Rebouças – Não, na verdade eu acho que escrever é um imenso prazer, não tem dificuldade na hora de escrevem pra ninguém, nem pra adulto. Pra criança que eu acho que acaba sendo mais difícil, eu lancei agora o infantil e não sei como vai ser.

PC- Antes de se assumir escritora em tempo integral você trabalhava no jornalismo diário. Qual lição tirou da época de repórter?

Thalita Rebouças – Há o que eu trago do jornalismo não sei se foi alguma lição, mas o que trago é a disciplina, o fato de ter o deadline pra cumprir, eu gosto da rotina de não ter rotina, cada dia uma pessoa nova pra entrevista, eu gostava de conhecer gente, de conviver com pessoas diferentes. Então isso é muito bacana quando eu viajo o Brasil vou conhecendo os leitores, conversando, abraçando. Mas basicamente e o apreço pela língua português e essa coisa de ter um prazo. Escrevendo eu sou muito rigorosa comigo mesmo, porque eu não tenho um editor me pressionando, eu me pressiono.

PC- As dificuldades dos autores iniciantes são muitas, como publicas o primeiro livro. Você decidiu investir na carreira como autora deixando de lado o jornalismo. Existia um “plano B” casa não desse certo?

Thalita Rebouças – Claro, voltar pra redação voltar pra rede impressa. Eu falei isso durante anos da minha vida. “Vou voltar pra assessoria, vou voltar pra redação”.

PC- Seu 15° livro foi feito em parceria com Mauricio de Souza. Como foi trabalhar com ele?

Thalita Rebouças – Muito bacana, um ídolo da minha infância, um cara que eu sou totalmente apaixonada, foi ótimo conversa com ele, é uma pessoa que eu quero levar pra minha vida, ele é genial, sensacional.

PC- Como é ser uma autora que já vendeu mais de um milhão de livros?

Thalita Rebouças – É o máximo, ainda mais sabendo que o Brasil não é um pais que tem muito hábito a leitura, eles leem pouco ainda se comparado com outros países, então saber que hoje eu vivo de literatura me da um orgulho muito grande, saber que eu faço a galerinha ler.

PC- Em 2004 lançou a campanha “ler e bacana”. Qual foi seu objetivo com ela?

Thalita Rebouças – Era na verdade uma resposta que eu ouvia muito de adolescente que ler é chato. E eu falava “não é ao contrário, ler é bacana” então assim nasceu, e o objetivo era fazer com que as pessoas falassem que gostam de ler, se orgulhassem de gostar de ler.

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