Manter focos de dengue gera multa em Curitiba

Multa pode chegar a R$ 7 mil

Por Ana Lucy Fantin, Anna Laura Ferraz e Gabriel Callegari

Desde março deste ano, com o aumento de casos de dengue e o surgimento de novas doenças como zika vírus e a febre chikungunya, proprietários de residências e terrenos que tragam risco à população por favorecer a proliferação do mosquito Aedes aegypti na cidade, mesmo após terem sido orientados por agentes comunitários e/ou de controle de endemias, também serão multados. Com a Lei Municipal nº 9000/96, qualquer infração às normas da Secretaria de Saúde de Curitiba que resultem em danos ao meio ambiente são cabíveis a multas. 

De acordo com a Coordenadora da Vigiliância Sanitária de Curitiba, Gisele Pirih, quando uma infração é notada, um processo administrativo é aberto e,  a partir deste ponto, são marcadas três audiências em um período, que pode chegar a dois meses, para que o morador possa se defender. Caso não tenha sucesso, terá de pagar a multa que pode variar de R$ 200 a R$ 7 mil, conforme o histórico, a gravidade do caso e o risco à saúde de outras pessoas.

Segundo Gisele, até o fim de março, Curitiba possuía 342 casos de dengue e desses, somente 4 foram autóctone, ou seja, adquiridos na capital. Ela ainda afirma que os bairros com maiores focos de dengue na cidade são Portão, Boqueirão e Cajuru.

A enfermeira Laila Adam Jarbas, moradora do bairro Tingui, conta que na região onde reside há diversos terrenos abandonados e sem nenhuma manutenção. Para ela, casos desse tipo são agravantes na proliferação do mosquito, porém, desempenha seu papel de cidadã fazendo a sua parte. “Deixo os vasos de planta sem água e o quintal do edifício que resido sempre é mantido limpo e livre de entulhos”, relata.

Conheça formas de prevenção

A auxiliar administrativa Luciana Steenbock, moradora do bairro Santa Cândida, conta que no prédio onde reside os moradores têm consciência dos perigos que o mosquido Aedes aegypti pode trazer e relata que toda semana há vistoria nas calhas e caixas d’água do condomínio. Ela ainda afirma que individualmente colabora com a prevenção do mosquito mantendo os vasos de flores secos e trocando a água do recipiente de seu cachorro constantemente.

Segundo Gisele, além dessas maneiras de se prevenir, a Secretaria da Saúde fornece um larvicida para a população. Ela explica que o produto não é capaz de matar a larva, porém, faz com que ela se desenvolva em um mosquito deficiente que não transmite doenças. A coordenadora ainda afirma que é recomendado o uso de burifadores, porém, apenas em casos de extrema necessidade, pois são tóxicos e agridem o meio ambiente.

Fechado para comentários.