Palestra sobre jornalismo experimental fecha o 1º Beta Jornalismo

O jornalista André Deak falou sobre a nova tendência do jornalismo independente 
Mariana Benevides e Natália Moraes

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André Deak diz não ter fórmula certa para o jornalismo experimental
Foto: Mariana Benevides

Cansado de trabalhar em grandes redações, André Deak, resolveu trabalhar por conta própria e fazer um jornalismo diferente. “Quando você faz algo criativo, o lucro é pro seu chefe, não pra você”, enfatiza Deak. Com o tema “Jornalismo Independente Experimental”, que encerrava o ciclo de palestras no 1° Beta Jornalismo, evento realizado pelo curso de Jornalismo da PUCPR, Deak traz algo totalmente diferente dos temas abordados anteriormente.

O Jornalismo Experimental é aquele que não atende aos meios com os quais estamos acostumados, como rádio e tv. Ele pode ser uma intervenção urbana desde uma exposição, qualquer coisa que propague a informação. “Não há fórmulas no Jornalismo Experimental. Não trago certezas, trago dúvidas”, afirma André. Em 2009, junto com 15 outros jornalistas, fundou a “Casa da Cultura Digital”, em São Paulo, que até o ano de 2013, já participou de vários projetos, como Google Street Project e Projeto da Cultura Inglesa, dos quais foi curador. Todo o conteúdo criado pela Casa da Cultura Digital é gratuito. Mas será que a distribuição dessa maneira não irá dissipar as mídias tradicionais? André responde que não se importa. “É um problema deles. Eles precisam arrumar outro jeito de se manter”, afirma.

Quanto aos projetos de Mídia Ninja, Deak diz que acha o método interessante, não importa que digam se eles fazem jornalismo ou não. O que importa é o outro acesso de levar a informação a quem quiser. “O momento de descobrir novas formas de Jornalismo é esse. Não há definições para o que seja o Jornalismo Experimental, a cada novo projeto que faço propicia uma experiência nova”, conclui.

Fabio Bueno, aluno de Publicidade e Propaganda do 6º período, assistiu a palestra e diz que acha importante existirem pessoas como Deak, despreocupadas com a grande mídia massiva. “Tudo que vemos hoje no convívio social, seja pela internet ou pessoalmente, é questão de compartilhamento de informações, sejam elas técnicas ou culturais. É como se a maior característica atual fosse essa democracia entre as pessoas”, opina o estudante sobre os fatores discutidos pelo palestrante. “É muito bom saber que o jornalismo esta à par dessas transformações quando a maior parte do que vemos nos meios de disseminação é um jornalismo arcaico e tradicional”, revela.

 

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