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Terceira Quilt & Craft Show começou nesta quarta-feira

Evento se encerra dia 7 de setembro e a expectativa da organização é que tenha 14 mil pessoas

Vithor Marques

Nesta quarta-feira (4) começou a terceira edição do Festival Internacional de Patchworks e Artes Afins (Quilt & Craft Show), no Expo Unimed, em Curitiba. A feira mostra as novas tendências do Patchwork, técnica que une tecidos com uma infinidade de formatos variados, e do Quilt, a vertente artística do Patchwork. A ideia do evento é popularizar este segmento de arte.

Foto: Vithor Marques

Evento trouxe várias bancas, trazendo diferentes usos de tecidos e técnicas         Foto: Vithor Marques

Segundo o promotor da Quilt & Craft Show, Celso Rikio Aoki, o objetivo da feira é fomentar a cultura do Patchwork no Brasil. “Ainda está complicado de se trabalhar só com o Patchwork. Porém, é o segmento que mais cresce no Brasil. O país tem muito potencial para este tipo de atividade. Só que ainda estamos engatinhando”, acrescentou.

Sobre a expectativa de público, Aoki foi categórico ao afirmar que será o maior da história da feira. “No primeiro ano, tivemos 10 mil pessoas nos quatro dias de evento. Já na segunda edição, veio 12 mil pessoas. Este ano a previsão é de vir 14 mil pessoas. Isto é uma prova do crescimento do Patchwork”, ressaltou.

Emília Aoki, promotora do evento, disse que nesses quatro dias de feira são movimentados 10 milhões de reais. “São empresas grandes, até multinacionais estão conosco. O mercado é grande. As pessoas buscam materiais, pois estão se interessando”. Emília afirmou também que pela disponibilidade financeira, o Patchwork só é praticado por pessoas da classe A e B. Por isso, segundo ela, os workshops gratuitos que o festival oferece são os mais procurados.

Dono de uma empresa de máquinas para Patchworks, de Santa Catarina, José Roberto Muriel afirma que a feira é muito interessante, pois é uma forma de exposição para possíveis compradores. “Vale a pena sair de Florianópolis para expor os produtos no festival. Aqui estamos de encontro ao consumidor, já lá a gente espera o consumidor que às vezes não vem”, declarou.

A doméstica Marilu Michalizen disse que nunca tinha visto uma feira de Patchwork tão organizada e com tanta variedade. “Já tinha ido às feiras de Florianópolis e São Paulo, mas grandiosa como esta de Curitiba, jamais vi”, ressaltou.

Arte Quilt

Déda Maldonado, representante da SAQA (Associação dos Artistas de Quilt) na América Latina, comenta que a arte Quilt não é algo homogêneo. “O legal dessa arte é que tem muitas variedades de estilos. Cada artista tem um estilo, uma técnica, um gosto próprio.” Ela aponta que a ideia da exposição é mostrar toda a diversidade de estilos dos artistas.

A professora Marisa Wagner rasgou elogios ao Quilt. “Essa arte é maravilhosa. A riqueza de detalhes é incrível. Você passa a primeira vez pela arte e quando retorna se nota detalhes que antes não enxergava”, acrescentou.

Equipe: Roberto Rohden; Luciano Simão; Pedro Melo e Vithor Marques.

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