Reforma na Augusto Stresser causa prejuízo

“Antes os clientes passavam de carro pela loja
e ligavam para saber de alguma peça que tinham visto na vitrine,
hoje isso não acontece mais”

Por Lívia Andersen

 

Desde julho de 2012 a Rua Augusto Stresser, ponto comercial de referência na região dos bairros Juvevê, Hugo Lange e Cristo Rei, sofreu uma série de mudança. A reforma, que se prolongou até após o Natal, época mais lucrativa para o comércio, modificou não só o 1,7 quilômetro da via, mas também a rotina e as finanças dos empresários locais.

A obra de revitalização realizada durante a gestão do ex-prefeito Luciano Ducci ddurou mais de cinco meses, foi orçada em cerca de R$ 4,1 milhões e contou, a princípio com a autorização dos mais de 60 lojistas da rua. Durante o processo de reforma, os prejuízos para os comerciantes, que seriam minimizados pela organização das obras sendo feita quadra a quadra, foram se tornando uma realidade muito pesada na balança dos pequenos empreendimentos da via. O lucro do comércio chegou a cair mais de 50% do previsto para o mesmo período e muitos foram obrigados a fechar as portas, dentre eles uma franquia de uma grande rede de farmácias.

Terminada a revitalização, os comerciantes se voltam agora para a pouca sinalização da rua, que teve um trecho transformado em mão única dificultando o acesso para os motoristas que passam pela via. Como não conseguiram reerguer o faturamento que obtinham antes da reforma, os empresários da rua se organizaram pra formalizar a Associação dos Lojistas da Rua Augusto Stresser (ALAS) e enfrentar juntos os problemas com disposição e muita criatividade. “Percebi que sozinha não causaria impacto, mas com o apoio da rua inteira, poderíamos trazer a clientela de volta”, ressalta Giovanna Conte, presidente da ALAS. A associação, por iniciativa própria, criou banners e cartazes de sinalizações em ruas vizinhas para orientar o cliente sobre o tráfego da rua. A despesa da ALAS de R$ 70 mil em melhorias para o local trouxe bons resultados, mas não durou muito, após 20 dias, os cartazes foram retirados pela prefeitura.

REIVINDICAÇÕES

Além da falta de sinalização os empresários da rua reclamam da alta velocidade dos carros no trecho, guia rebaixada em lugares inadequados e falta de faixa apropriada para pedestres. Mas o maior problema da rua ainda é o trecho que virou mão única e era a via de acesso dos caros que vinham dos bairros em direção ao centro. Agora para fazer esse caminho os veículos desviam para a rua paralela, contornando a augusto Stresser. “Antes os clientes passavam de carro pela loja e ligavam para saber de alguma peça que tinham visto na vitrine, mas hoje isso não acontece mais”, afirma Adriana Pradella, lojista do trecho. A ALAS fez sua parte, agora espera iniciativas da prefeitura para que a Rua Augusto Stresser volte a ser o centro comercial de antes.

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